A descoberta de uma nova forma de pesquisa e contato com mundo afora tem sido a grande proposta do Centro de Formação Cidadã (CFC) do Jardim Santiago (Zona Oeste de Londrina) para adolescentes entre 12 e 17 anos. Com aulas de inclusão digital, os mais de 100 alunos aprendem que o acesso à tecnologia é direito de todos e que novas e boas possibilidades podem ser alcançadas a um clique.
''O objetivo não é ensinar Informática, mas fazer do computador um instrumento de socialização e abertura para a profissionalização, onde eles podem descobrir potenciais e a capacidade de cada um para se sobressair em diversas áreas'', diz o professor Antônio Marcos Gomes.
Para Jéssica Celina de Souza, 13 anos, navegar na internet abriu novos caminhos. ''Estou aprendendo a pesquisar e fazer trabalhos no computador'', conta ela, que frequenta o CFC há três anos e já descobriu uma área de interesse. ''Quero ser bióloga. Sempre que tem uma notícia no jornal ou uma matéria na internet sobre meio ambiente, eu gosto de ler.''
Além do conhecimento, os adolescentes também aprender a interagir. Como é o caso dos amigos Gabriel Felipe Bono e João dos Santos Pereira, de 12 anos. ''Ele virou meu amigo. Depois de estudar, o professor sempre dá um tempinho para a gente brincar com alguns jogos da internet'', diz João.
A cada semestre, todas as atividades desenvolvidas no centro, incluindo dança, música e artesanato, seguem um tema específico. Para os próximos meses, eles irão trabalhar os direitos e deveres da criança, adolescente e da família. ''Vamos fazer um estudo histórico sobre o computador e seus direitos ao acesso à tecnologia. Além disso, vamos pesquisar os direitos da Constituição. O computador servirá de base para despertar uma visão sociológica nesses meninos e meninas'', afirma.
O centro é mantido pela secretaria municipal de Assistência Social e Provopar. Os adolescentes são encaminhados pelos Centros Regionais de Assistência Social (Cras) e, ao completarem 18 anos, podem ser incluídos no programa Projovem. ''A maioria chega aqui relutante, por viver em situação de risco. É por isso que nosso objetivo é oferecer atividades socioeducativas para que haja um interesse imediato'', explica a coordenadora Luiza Komatsu.

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