O município de Tamarana (63 km ao sul de Londrina) é o que apresenta o maior índice de analfabetos na região atendida pelo Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina. De acordo com dados do Censo de 2000 (o mais atualizado disponível), 22% da população do município vizinho é analfabeta, o que correspondia a
1.480 pessoas no início da década.
  A explicação para o alto índice está no fato de se tratar de uma região essencialmente agrícola e com uma população dispersa pela zona rural, que inclui os vários assentamentos existentes na região. ‘‘São trabalhadores itinerantes com dificuldade de se fixar. Além disso, eles moram distantes dos locais de aula, o que torna o acesso muito cansativo. A maioria dos alunos não consegue enfrentar essa rotina’’, explica a documentadora escolar Maria de Lourdes Alves, que coordenou o programa Paraná Alfabetizado em Tamarana nos últimos três anos.
  A evasão é a maior dificuldade para superar o analfabetismo no município. Todos os anos, apenas 20% a 30% dos matriculados concluem os oito meses do Paraná Alfabetizado. Uma parcela ainda menor dá continuidade aos estudos através da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
  A maior parte do público que frequenta as salas do programa Paraná Albetizado na região de Londrina é formada por mulheres trabalhadoras rurais. Essa característica indica que o machismo é também uma das causas do alto índice de analfabetismo nas pequenas cidades atendidas pelo NRE. Mulheres que têm hoje entre 40 e 65 anos são a maioria dos alunos. Elas vêm de famílias que só permitiram que os filhos homens estudassem na infância e juventude.


No Brasil, chega a 11 milhões o total de analfabetos, aproximadamente 10% da população. Desse total, 75% são pessoas acima de 40 anos

É a crença de que os homens são superiores às mulheres

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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