Domingo, enquanto a maioria das pessoas descansava, Márcio Fernando Rodrigues, 29 anos, enfrentava mais um desafio: ele fez o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Só que, diferente dos outros 790 candidatos, Márcio precisou de um computador especial para fazer a prova, porque ele é cego. A história deste vencedor começa com um acidente sofrido aos 4 anos de idade, que o levou a precisar de uma válvula para controlar a sua pressão cerebral. Aos 16 anos, essa válvula apresentou problemas, e a deficiência visual de Márcio foi uma das seqüelas. Assim que conseguiu, ele voltou a estudar e também começou a aprender braile no Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos. ‘‘Em nenhum momento pensei em desistir’’, afirma. Foram quatro vestibulares até conseguir uma vaga para o curso de Direito na Unifil. E muito sacrifício e ajuda da família até conseguir se formar. Gravava as aulas e recorria aos amigos e funcionários para fazer pesquisas na biblioteca. Vários textos foram levados para o instituto para que algum voluntário gravasse. Outros, a sua própria mãe leu, grifou e até ajudou a fazer fichamentos. O irmão mais velho cansou de escanear páginas para que o computador ‘‘lesse’’ em voz alta, por meio de um programa específico. Agora, os planos de Márcio incluem um concurso público. ‘‘Meu sonho é passar na magistratura ou no Ministério Público’’.

O campo de atuação de um profissional formado em Direito é amplo. Ele estará habilitado para trabalhar como pesquisador, professor, juiz, promotor, defensor público, delegado, advogado e consultor. Pode, ainda, ocupar postos de trabalho nos setores público e privado, tanto na área cível como na criminal.

É a entidade responsável pela garantia da ordem jurídica, do regime democrático, da moralidade pública e dos direitos sociais e individuais. A instituição é independente, ou seja, tem autonomia com relação aos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. A sua principal atribuição é a fiscalização da aplicação da lei e os seus membros – promotores e procuradores – atuam como defensores da sociedade.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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