Um avião monomotor Corisco, de prefixo EMB711ST, precisou fazer um pouso de emergência ontem por volta das 10 horas no Aeroporto de Londrina. A aeronave teve problemas na hora de baixar o trem de pouso. Um pouco mais tarde, às 13 horas, 74 passageiros do vôo 3330 da TAM, que partiria de Londrina com destino ao Aeroporto de Guarulhos e escala em Curitiba, tiveram que descer do airbus depois de aguardarem a decolagem por cerca de 30 minutos.
O monomotor, do Aeroclube de Londrina, tinha duas pessoas a bordo, e, segundo informações da Infraero, teria partido de Cascavel. ''O trem de pouso baixou pela metade, e o piloto acionou o socorro. Então nós fomos passando as instruções de emergência em terra'', relatou Marília Polis, proprietária da empresa de manutenção de aviões Avipar, acrescentando que, devido a esse procedimento, o avião precisou sobrevoar a região por cerca de 10 minutos. Apesar do susto, o pouso ocorreu sem problemas.
Segundo Carlos Haroldo Novak, superintendente da Infraero, a pista do aeroporto não precisou ser fechada, mas ficou em ''stand-by'' durante dez minutos. ''Não tivemos prejuízo operacional nenhum'', garantiu, reafirmando que não procedia a informação de que a pista teria sido fechada e alguns vôos estariam atrasados. ''Se houve atraso, foi normal da malha aeroviária'', ressaltou.
O incidente deixou o Corpo de Bombeiros e a Infraero em alerta. ''Uns quatro caminhões de bombeiros vieram para a pista'', comentou Marília. Segundo um mecânico da empresa, o problema pode ter sido ocasionado por desgaste de material.
No caso do vôo da TAM, passageiros relataram que a justificativa dada pelos funcionários foi de que o avião passaria por uma manutenção. Um deles ainda comentou ter ouvido conversas mencionando problemas no freio da aeronave. A assessoria de imprensa da TAM informou apenas que se tratava de uma manutenção preventiva.
O vôo, marcado para as 11h50, foi cancelado, e os passageiros que iam para São Paulo foram remanejados para o vôo das 15h30 com destino a Congonhas, enquanto quem ia para Curitiba precisou aguardar o vôo das 19h15. Dentre eles, estava o escritor Carlos Heitor Cony, que proferira uma palestra no dia anterior na cidade. ''É um aborrecimento, mas há tanta gente passando pelo mesmo problema há meses, e perdendo compromissos mais importantes que o meu'', comentou.
''Agora tenho duas opções: embarcar com medo ou seguir de carro até Curitiba sozinha, também correndo riscos nas estradas'', resignou-se a publicitária Fátima Nobre, que acabou optando por viajar de carro.
Na esperança de ainda conseguir realizar a sua viagem para o exterior com a mulher e os dois filhos, o médico José Alberto Correia da Silva reclamou da falta de informações mais concretas por parte da companhia aérea. ''A gente sente insegurança em relação a tudo o que está acontecendo. O problema é a desorganização, a falta de esclarecimentos por parte da TAM. As pessoas se irritam mais por isso. Se houvesse mais clareza, nos sentiríamos mais assistidos'', opinou.

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