Da Sucursal

DivulgaçãoRecursos humanosClarice Calo, presidente do Grupo Pela Vidda: prevenção, esclarecimento e informaçõesa portadoresPrevenir, esclarecer e ensinar a conviver com o problema da Aids é o principal objetivo do projeto ‘‘A Vida é uma Grande Empresa’’, desenvolvido pelo grupo Pela Vidda, uma organização não-governamental (ONG) criada no Paraná há sete anos para dar assistência aos portadores do vírus HIV. O programa, inédito no Estado, já percorreu mais de cem empresas de Curitiba nos últimos três anos.
‘‘A incidência da Aids nas empresas é um problema seríssimo, que precisa ser enfrentado com muito carinho’’, afirmou a presidente da ONG, Clarice Calo. ‘‘Realizamos um trabalho voltado para a prevenção, através da informação clara e objetiva, quando tentamos reduzir o número de pessoas infectadas e o impacto sócio-econômico da Aids nas empresas.’’
Segundo Clarice, a sociedade brasileira ainda tem dificuldades de convivência com os portadores do vírus HIV e com os doentes de Aids. A estimativa é de que em todo o Paraná cerca de 60 mil pessoas sejam portadoras do vírus, das quais metade está em Curitiba.
A idéia é que o projeto seja executado pelas próprias empresas, em parceria com a ONG, implantando um programa de treinamento e informações a respeito de como lidar com Doenças Sexualmente Transmissíveis, enfocando principalmente a Aids. ‘‘O custo deste projeto para a empresa será sempre menor do que todos os reflexos resultantes da convivência com as doenças no ambiente de trabalho.’’
As empresas que se engajam no programa devem nomear um grupo de funcionários/voluntários, que recebem o treinamento dado pelos técnicos da ONG e se tornam responsáveis por repassar os ensinamentos a todos os funcionários. ‘‘Não temos o cálculo de quantos trabalhadores já receberam as orientações sobre a convivência com o vírus no ambiente de trabalho, já que o programa adota o sistema de efeito multiplicador.’’
Os seminários de implantação do projeto têm preços que variam de R$ 3.500,00 a R$ 8.500,00. As empresas também podem solicitar palestras, seminários ou debates, que custam cerca de R$ 200,00. Segundo Luís Geraldo Costa, funcionário da ONG, a receptividade das empresas têm sido muito grande, já que há uma carência de prestação deste tipo específico de serviços. ‘‘Estamos organizando um cronograma de seminários para este ano.’’
Clarice explicou que, devido às dificuldades financeiras do setor da Saúde, muitas ONGs estão sendo credenciadas pelo Ministério da Saúde para executar trabalhos junto às comunidades. Os interessados pelo programa ‘‘A Vida é uma Grande Empresa’’ podem obter maiores informações pelo fone (041) 350-8616.

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