Incidência da disfunção
é maior entre os homens
Não existem estatísticas confiáveis para se chegar a números de casos de transexualismo ocorridos no Brasil. O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou a cirurgia de redesignação sexual há apenas dois anos, por meio da resolução 1482/97. Mesmo assim, estas só podem ser realizadas em hospitais públicos ou universitários.
De acordo com dados do CFM, no Brasil há um caso entre 80 mil mulheres e um em cada 40 mil homens. O cirurgião plástico Jalma Jurado acredita que o número de casos no País pode chegar a 8 mil, sendo que a relação é de seis a dez transexuais masculinos para cada transexual feminino. Dos 28 pacientes atendidos por Regina Teixeira, apenas três eram do sexo feminino.
Regina considera que para os disfóricos, tão importante quanto a cirurgia é a ressocialização dos pacientes. A maioria deixa de frequentar a escola, elimina a atividade sexual e isola-se do convívio social. ‘‘Temos a preocupação de encaminhá-los novamente às escolas e continuamos fazendo sessões de psicoterapia por um ano depois da cirurgia’’, diz.
Ela acredita que só a reinserção social e o esclarecimento da opinião pública pode quebrar o forte preconceito que existe em relação a essas pessoas. ‘‘O preconceito é a falta de conceito’’, sustenta.

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