O endocrinologista pediátrico Claudinei da Costa explica que o diabetes tipo 1 é o que mais acomete crianças e adolescentes. ''No tipo 1 é preciso introduzir imediatamente a insulina que o pâncreas parou de produzir e restabelecer o ciclo normal do metabolismo dos açúcares. Ao adequar essa reposição sempre que necessário, a criança terá uma vida saudável'', afirma.
Segundo ele, anualmente é registrado um aumento de 3 a 5% da doença, principalmente entre os pré-escolares, mas afirma que ainda não há uma justificativa para tal crescimento. Para os pais e educadores, o especialista indica observar os principais sintomas, como excesso de xixi, consumo exagerado de água, aumento do apetite e perda de peso repentinamente.
Em todo o país, o Ministério da Saúde calcula que da população estimada em mais de 190 milhões (Censo 2010), 6% tem diabetes, sendo a maioria do tipo 2, em que é possível ter um controle também com medicamentos via oral e algumas mudanças de hábitos.
A Secretaria da Saúde do Paraná informou que não há dados precisos e segmentados sobre a incidência do diabetes no Estado. De acordo com a assessoria, as estatísticas só são registradas pelo controle das farmácias especiais, procuradas por aqueles que fazem uso de análogos de insulina para diabetes tipo 1. Nas 22 regionais estaduais, são cerca de 3,5 mil insulinodependentes. Já aqueles que possuem diabetes tipo 2 não há registro, dada a dificuldade de recolhimento de dados. (M.O.)

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