Apesar da tendência de concentração da população paranaense em cidades com mais de 100 mil habitantes na próxima década, o secretário de Estado do Planejamento, Miguel Salomão (foto), acredita que as políticas públicas de incentivo à economia das cidades do interior têm conseguido bons resultados. ‘‘Nos anos 90 a Região Metropolitana de Curitiba foi a que menos cresceu se comparada com as de outros Estados’’, lembrou.
Na última terça-feira o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram os resultados de uma pesquisa sobre migração populacional em todos os municípios do Estado. De acordo com o trabalho, em 1980 pelo menos 35% dos paranaenses viviam em cidades com mais de 100 mil habitantes. Em 1991, esse índice passou para 42%. Em 1996, subiu para 46%.
Um ano antes o governo do Paraná começou a adotar políticas públicas de descentralização e mudança do perfil econômico do interior do Estado. Apesar disso, o processo de migração para grandes centros urbanos teve continuidade. Em 2000, as cidades do Paraná com mais de 100 mil habitantes estão com 52% do total da população do Estado. A estimativa é que em 2010 elas reúnam 55% dos paranaenses.
‘‘O objetivo do governo é oferecer aos municípios do interior novas alternativas econômicas’’, afirmou o secretário. Segundo ele, a expectativa é que a população rural fique agregada em alguns pólos regionais. Tanto que o número de municípios com mais de 100 mil habitantes no Estado, que atualmente é de sete, passará a 17 em 2010. Segundo Salomão, programas como o Anel de Integração e pólos regionais de agroindustrialização serão responsáveis pela redução da intensidade de crescimento de centros urbanos. ‘‘A população só vai continuar nas pequenas cidades se tiver boas condições de vida e oportunidades de emprego.’’

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