Incentivos garantem a volta do plantio
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terça-feira, 25 de novembro de 1997
Edna Mendes Guarapuava 
Arquivo FolhaProduçãoFalta de recursos inviabilizava as atividades agrícolas Sem se preocupar com questões fundiárias, os 385 índios caingangue que vivem numa área de 16,5 mil hectares na reserva Guarapuava, conhecida como Marrecas, em Turvo (38 km ao norte de Guarapuava), levam uma vida tranquila. Divididos em quatro aldeias, eles garantem a subsistência através do artesanato, plantações de milho, feijão, mandioca, erva-mate, extração de pinhão e pecuária. Há na reserva um considerável plantel de gado.
Segundo o administardor executivo regional da Funai em Guarapuava, Vladinei Tadeu da Silva, a falta de recursos para que os índios pudessem desenvolver atividades agrícolas fez com que eles fossem deixando de plantar. Somente agora, através de alguns programas, é que está sendo revertido esse quadro. Os incentivos agrícolas estão permitindo que o índio volte a plantar.
Nas escolas da reserva todos os professores são índios. Até os cinco anos de idade, as crianças não falam a língua portuguesa e, por isso, quando começam a ser preparados para o 1º grau, precisam ser iniciados no idioma, o que justifica a necessidade de um professor que saiba as duas línguas. Eles vivem pacificamente, nunca houve conflitos. Talvez porque a reserva esteja situada bem distante de Guarapuava e de Turvo. Eles sofrem pouca influência, ressalta Silva.
Rio da AreiaNa reserva Rio da Areia, em Inácio Martins (54 km ao sul de Guarapuava) vivem hoje apenas 51 índios guarani. Em 1984 foi demarcada uma área de 401,56 hectares para os guarani. No ano passado mais 879 hectares foram demarcados, mesmo afetando terras de seis ou sete ocupantes, a demarcação não causou conflitos.
Possivelmente, influenciados pela cultura local, os guarani da reserva Rio da Areia produzem batata, uma das principais vocações agrícolas da região. Além disso, a subsistência é mantida com o cultivo de milho, feijão, piscicultura e pecuária.


