Incentivo a quem faz por merecer
Notas acima de 7, frequência mínima de 90%, disciplina e interesse pelos estudos são algumas das exigências básicas para ter os estudos patrocinados pelo Instituto Bom Aluno (Ibal), de Londrina. Franquia social presente nas maiores cidades do País, o projeto completa 15 anos de atendimento a estudantes de baixa renda. Desde que foi implantado, cerca de 100 estudantes já tiveram bolsas ou outro tipo de incentivo educacional. O apoio é concedido a partir de doações de mantenedores - pessoas físicas e empresas.
A coordenadora das atividades do Bom Aluno em Londrina, Lilian Gava Ferreira, explica que o instituto busca preparar os estudantes de escolas públicas para ingresso na rede particular conveniada, em especial no ensino médio, e sua ascensão no vestibular. Neste período, os alunos selecionados fazem cursos complementares, como aulas de inglês, português e matemática. Estas aulas acontecem sempre no contraturno escolar. Notas, faltas e participação nas aulas tudo é acompanhado. Em geral, os candidatos chegam ao Ibal ainda no 6º ou 7º ano do ensino fundamental, após a divulgação do processo pelo Núcleo Regional de Ensino (NRE).
O professor Nilson Douglas Castilho, de 23 anos, viu no Bom Aluno uma oportunidade para crescer. Hoje, ele é coordenador de Língua Portuguesa do Colégio Marista, onde estudou quando foi assistido pelo projeto. "Entrei no colégio como estagiário, para ajudar a corrigir provas. Quem fez a mediação foi o Bom Aluno. Depois me tornei professor substituto", pontua.
O instituto busca preparar os estudantes de escolas públicas para ingresso em escolas particulares, em especial no ensino médio
Além de análise da inscrição, os alunos fazem uma prova e passam por uma entrevista com os pais
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





