Incentivo à participação familiar
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina Para estimular a maior participação dos pais na vida escolar das crianças, a Secretaria de Educação de Londrina promove a Semana da Família na Escola. A programação, que começou ontem e segue até sexta-feira, inclui palestras, gincanas, encontros culturais, passeios e atividades recreativas nas 111 unidades escolares do Município.
A gerente de Educação Fundamental da secretaria, Viviane Perez, defende que o aprendizado acontece com mais qualidade quando envolve a participação familiar. "O estímulo da participação familiar na escola tem sido uma importante premissa defendida pela Secretaria de Educação." Segundo Viviane, a programação é o primeiro passo para levar os pais para dentro das escolas. "Os pais têm que participar constantemente, não só em dias de festas. É muito importante a presença deles nos conselhos de classe, na Associação de Pais e Mestres (APM)", aconselhou.
O bacharel em Ciências Biológicas, Paulo Rogério da Silva, dá o exemplo. Ele é pai de aluno e presidente da APM da Escola Municipal Neman Sahyun, no Conjunto Ruy Virmond Carnascialli (zona oeste). Há quatro anos ele faz palestras sobre sexualidade com crianças na faixa etária entre 10 e 11 anos (5º ano). "É uma conversa com o objetivo de orientar, levar a informação de forma correta para os alunos", explicou.
Silva admite que o tema é delicado para ser tratado com crianças, porém expõe a necessidade de quebrar o tabu. "A criança hoje é bombardeada com material de apelo sexual em diversas mídias. Então, é preciso uma orientação. Não se pode deixar para discutir o assunto na época da iniciação sexual", detalhou.
A diretora da escola, Vandreia Oliveira, conta que no início havia rejeição por parte de alguns pais. "Eles não gostavam, mas depois que participaram da palestra, mudaram de opinião. Viram que se tratava de uma atividade educativa", observou.
Silva incentiva todos os pais a participarem das atividades. "Infelizmente, o número de pais hoje nas escolas é baixo. Somente participando que podemos cobrar, reivindicar uma melhor educação."
Vandreia ressaltou também que a conversa sobre sexualidade é a melhor arma para combater a pedofilia. "Somente nesta escola, temos vários casos de crianças abusadas. E se o caso foi descoberto, é porque a criança foi orientada a denunciar o abusador. Mas nem sempre é assim, alguns sofrem em silêncio." A diretora explica que a sexualidade faz parte do currículo das crianças a partir do 5º ano, porém o tema é tratado de maneira mais velada com os menores. "Cada fase exige uma abordagem diferente. O que não pode é não tocar no assunto", pontuou.


