Incêndios podem ter sido criminosos
Giovani Ferreira
De Curitiba
A Superintendência da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema/Ponta Grossa) está investigando as possíveis causas dos incêndios que estão devastando o Parque Estadual de Vila Velha, na Região dos Campos Gerais. A direção do órgão está achando estranho a ocorrência de dois incêndios num período de dez dias. Não está descartada a hipótese de terem sido praticadas ações criminosas dentro do complexo ambiental.
Técnicos da Sema estão fazendo um levantamento nas áreas atingidas pelas chamas, na intenção de identificar algum material ou equipamento que possa ter sido usado para dar início ao fogo. Próximo ao local onde foi registrada a primeira ocorrência, no dia 23 de novembro, um funcionário do parque encontrou uma caixa de fósforo, que pode ter sido utilizada para atear fogo na vegetação.
Na avaliação de Luiz Eduardo Araújo, superintendente da Sema em Ponta Grossa, o incêndio de anteontem foi ainda mais suspeito, uma vez que aconteceu em uma região do parque de difícil acesso. De acordo com Araújo, é um local onde os turistas não têm acesso. Descartando a possibilidade de acidente, sobram duas alternativas: a primeira seria a de um incêndio criminoso e a segunda, menos provável, de uma combustão natural. Os dois últimos incêndios destruíram quase 100 hectares de mata nativa e vegetação rasteira do parque.
Enquanto os peritos não identificam as causas, a Sema tomou algumas medidas de prevenção. A partir de hoje maquinários cedidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estarão trabalhando na construção de novos aceiros e alargamento daqueles já existentes. Os aceiros não podem evitar o fogo, mas podem amenizar a ação do incêndio, evitando que as chamas se alastrem com muita facilidade. Uma roçadeira também irá baixar parte da vegetação rasteira do parque.
O superintendente disse que existem projetos para instalar novos equipamento de segurança e prevenção em Vila Velha. Estão sendo planejados investimentos em equipamentos mais modernos, como, por exemplo, a construção de uma torre que possibilite uma visão mais abrangente do parque.





