Incêndios já destruíram 13 casas em agosto
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Fernanda Borges e Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Um incêndio durante a madrugada de ontem assustou os moradores da Região Central de Londrina. Uma casa de madeira, localizada na Rua Fernando de Noronha, próximo à Rua Paranaguá, foi completamente destruída pelo fogo que, segundo os moradores, começou a tomar conta da casa por volta das 5 horas. Nos 23 dias de agosto, os bombeiros já atenderam 13 ocorrências de incêndios em residência, o que dá mais de um incêndio a cada dois dias.
Segundo o Corpo de Bombeiros, quando a equipe chegou no local a casa estava parcialmente destruída e o fogo já estava bastante alto, dificultando ainda mais o trabalho dos bombeiros. Quando o fogo foi contido, não restava mais nada da casa.
Uma moradora de um prédio localizado em frente à casa, que preferiu não se identificar, disse que há anos a casa servia como mocó para andarilhos. ''Toda noite eu escutava barulho vindo da casa. Eram portas e janelas que eles abriam. Nessa noite eu escutei uma explosão de vidros, pensei que eles estivessem brigando lá dentro. Quando olhei pela janela, vi aquela enorme cortina de fumaça e muito fogo. Fiquei desesperada e comecei a gritar para todos os vizinhos'', disse.
A causa do incêndio ainda será apurada, porém, a própria vizinha informou que, por várias vezes, os andarilhos pediam um pouco de álcool de cozinha para os moradores. ''Acho que eles pediam o álcool para se esquentar. Pelo menos dois eu sei que moravam lá. Ainda hoje (ontem) pela manhã um deles esteve aqui na casa procurando os restos de seus pertences'', comentou. Outros vizinhos confirmaram que a casa pertencia a uma família de São Paulo e estava desocupada há mais de um ano.
De acordo com o capitão Ezequias de Paula Natal, do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros em Londrina, neste mês foram atendidas 13 ocorrências de incêndios em residências na zona urbana. ''É um número considerável'', destacou o oficial. Conforme o capitão, as antigas casas de madeira e barracos em áreas carentes são os imóveis mais vulneráveis a esse tipo de fatalidade. Em geral, continuou, a origem do fogo tem relação direta com descuidos de algum morador ou então com curtos-circuitos na rede elétrica, muitas vezes velhas e sem manutenção adequada.


