Quem toma cuidado com gás de cozinha, fiações e aparelhos elétricos já possui a principal arma contra incêndios em residências. Mas prevenir é também ter à mão os instrumentos necessários em caso de incidentes. Foi o que faltou no edifício localizado na Área Central de Londrina, onde o apartamento de um empresário sofreu um princípio de incêndio recentemente. A rede hidráulica de emergência do prédio não funcionou e os bombeiros tiveram mais trabalho para aplacar o fogo.
O subcomandante do Corpo de Bombeiros de Londrina, major Dario Natan Bezerra, alerta que é fundamental ter extintores e mangueiras de incêndios por perto, mantê-los funcionando e saber usá-los. No caso de condomínios, além de fazer a manutenção periódica, os síndicos devem estar atentos para vazamentos no sistema hidráulico e sempre verificar se algum ''curioso'' não fechou o registro da rede. Para quem mora em casas, extintores também são recomendáveis. Segundo Bezerra, estes equipamentos são vendidos em várias lojas do ramo em Londrina, por preços que variam de R$ 80,00 a R$ 550,00.
Outra aquisição ideal para prevenção de incêndios domiciliares são os detectores de incêndio. Obrigatórios em indústrias, eles também podem ser usados em casas e apartamentos. Há vários tipos de detectores no mercado: os iônicos, que identificam vapores resultantes da combustão; os térmicos, que detectam mudanças na temperatura ambiente; ou ainda os químicos, que captam a presença de gases e fumaça. Para instalá-los, é preciso encomendar um projeto a uma empresa especializada, que também fará a execução. ''O melhor é que estes instrumentos detectam o incêndio logo no início, quando é mais fácil resolvê-los, ou antes mesmo de acontecerem. E não são caros'', sublinha Bezerra.
Ele lembra, entretanto, que a conduta dos moradores é o mais importante. Na cozinha, um dos erros mais comuns é deixar a mangueira do botijão encostada na parede do fogão. Ela pode derreter e deixar o gás escapar. Outro fator de risco é deixar o chuveiro superaquecido, diminuindo o fluxo de água. ''A temperatura fica muito alta no aparelho e derrete os pólos do próprio chuveiro, que por sua vez derretem os fios e passam o curto-circuito para a rede elétrica'', avisa. Muitos aparelhos ligados numa mesma tomada também são perigosos. Uma geladeira e um ferro elétrico, por exemplo, jamais devem ser ligados num único plug. Aliás, o plug - também conhecido como ''T'' ou ''benjamim'' - não é ''tecnicamente correto'', de acordo com o major.
Bezerra ensina ainda que, ao se mudar para um imóvel desconhecido, o morador peça uma revisão completa do sistema elétrico. ''Com R$50,00 você consegue um bom serviço. Uma casa alugada, por exemplo, pode ter um problema antigo que você não conhece'', observa. A fiação de um imóvel também tem ''prazo de validade''. Em geral, a rede elétrica fica envelhecida a partir de 20 anos. ''Mas qualquer intervenção na rede elétrica deve ser feita por um especialista. Improvisar é perigoso e, se você provocar um incêndio, pode ser responsabilizado criminalmente.''

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