Quatro menores morreram em dois incêndios na madrugada de domingo, em Pato Branco (Sudoeste do Estado) e em Laranjeiras do Sul (109 km a oeste de Guarapuava). No primeiro caso, morreram carbonizados em um barraco as irmãs Verônica Carvalho, de 9 meses, e Andréia Carvalho, de 3 anos, e a autoria (não intencional) do incêndio é atribuída aos pais das meninas, que, segundo a Polícia, estavam completamente embriagados. No outro incêndio morreram, provavelmente por asfixia e com queimaduras generalizadas, Djonatan Luiz Bittencourt, 17 anos, e Denis Ricardo Bittencourt, 15 anos.
Verônica e Andréia Carvalho dormiam com outros três irmãos, de 7, 9 e 11 anos, no barraco de madeira e lona preta, no bairro Vila Nova. Os pais, o desempregado Atilio Carvalho e Ivonilde dos Santos, ambos de 40 anos, teriam ingerido grande quantidade de cachaça. Segundo Atilio, ‘‘foram apenas uns goles’’. Ele deixou uma vela acesa, cuja chama acabou atingindo uma cama e logo se alastrou, consumindo o barraco rapidamente. Mesmo assim, o casal conseguiu escapar, juntamente com as três outras crianças. A Polícia não comprovou se as duas menores foram abandonadas no fogo.
O delegado Ivoney Oscar da Silva disse ontem que os pais foram indiciados por homicídio duplo culposo (ou seja, não intencional), que é punível com até três anos de reclusão, podendo ser agravada em um terço caso se comprove omissão de socorro. ‘‘O que se sabe é que eles estavam tão embriagados que dificilmente poderiam ter feito qualquer coisa em meio às chamas’’, comentou o delegado. Os pais fizeram exames para comprovação do estado de embriaguez e foram liberados.
Em Laranjeiras do Sul, o incêndio de origem desconhecida ocorreu na parte de madeira de uma construção mista, na qual funcionava uma tapeçaria. Djonatan Luiz e Denis Ricardo Bittencourt estavam na parte de alvenaria, onde dormiam com dois irmãos e a mãe, Sonia Bittencourt, 39 anos, que sofreu queimaduras nas mãos. Eles tentaram apagar o fogo e, possivelmente, inalaram gases tóxicos resultantes da queima de materiais de tapeçaria, morrendo por asfixia. O pai, Marco Antonio Bittencourt, 44 anos, havia ido pescar na represa de Salto Santiago.

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