Incêndios danificam imóveis na região central
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sábado, 20 de fevereiro de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local
Um incêndio no início da tarde de ontem, por volta do meio-dia, consumiu uma casa de madeira na Rua Belém, entre a Rua Guaporé e a Avenida Leste-Oeste, região central de Londrina. Foi o segundo incêndio registrado no mesmo dia. O primeiro aconteceu pela madrugada, por volta da 1 hora, em uma casa localizada na Rua Ouro Preto, imóvel que já havia sido atingido pelas chamas neste ano. Os dois imóveis ficam próximos um do outro.
Desde o começo do ano, foram registrados 22 incêndios em edificações em Londrina, dos quais 13 aconteceram em imóveis térreos e 12 em imóveis de alvenaria. No mesmo período, no ano passado, foram 24 ocorrências.
O tenente Rodrigo Manoel afirmou que o Corpo de Bombeiros ainda não sabia o que causou o incêndio e que trabalhava com algumas hipóteses. Segundo um dos proprietários do imóvel, Dalto Moreno Cano, 67 anos, o espaço vinha sendo invadido por andarilhos e ele já havia alertado a polícia sobre isso. Ele relatou que o policial o orientou a não entrar no imóvel e que havia risco de represálias por parte dos andarilhos contra o imóvel se algo fosse feito contra eles. A residência estava para alugar há três meses e nesse período não havia ninguém residindo nela. "As informações são incertas. Se o imóvel era usado como mocó ou não, não há relevância, pois o nosso trabalho é a contenção das chamas", afirmou o tenente Manoel.
As labaredas do incêndio da tarde de ontem foram vistas à distância e fizeram desabar o telhado do imóvel. "Enfrentamos alguns percalços no caminho, principalmente causados pelo trânsito, que acabou retardando o atendimento. Havia muitos veículos, semáforos, lombadas, mas felizmente chegamos e estabelecemos as linhas de combate às chamas. O ataque foi de fora para dentro, confinando o fogo e impedindo que ele se alastrasse para os imóveis vizinhos", destacou o tenente Manoel. O combate às chamas durou aproximadamente 20 minutos e nenhum outro imóvel da vizinhança foi atingido.
Em uma escola ao lado do imóvel da Rua Belém, foi realizada a remoção das crianças para prevenir qualquer risco durante o combate ao fogo. Ninguém se feriu.
Bastante emocionado, Cano relatou que sua família deixou de residir no local devido à insegurança. "Minha mãe era louca para morar aqui. Mas, com o tempo, ela se mudou para um apartamento, porque havia medo de roubo e de assassinato", destacou. "É duro ver a casa neste estado, não pela coisa material. Aí dentro tem toda a história da família. Vi meu pai realizando algumas reformas aqui. Temos várias fotografias de nossa infância nesse quintal", afirmou. A família ainda não sabe se irá reformar a casa. "O certo é vender isso aí. Não tem jeito de viver aqui", lamentou.