Incêndio sem explicação agora ocorre em Rolândia
Um caso de pequenos incêndios destruindo móveis e utensílios foi registrado nos últimos dois dias em uma casa do Jardim Caviúna, periferia de Rolândia (25 km a oeste de Londrina). Na casa de Flávia Cristine Dias dos Santos, 21 anos, e Marcos Dias dos Santos, 23, objetos começaram a pegar fogo misteriosamente, segundo o casal. Até a manhã de ontem, foram sete focos de incêndio, com uma diferença de sete horas entre um fenômeno e outro.
Os pequenos incêndios coincidem com os registrados no final de semana em Mandaguari, quando alguns objetos da família de Rosa Alves, 26 anos, começaram a se incendiar, o que também havia acontecido até novembro do ano passado. No caso de Flávia e Marcos, casados há quatro meses, nunca houve registro de casos semelhantes na família.
De acordo com Flávia, anteontem de manhã, por volta das 7 horas, ela ouviu baterem na porta da casa de quatro cômodos. Foi atender e não encontrou ninguém. Ao entrar no banheiro viu a pia - que é de plástico - pegando fogo. A explicação dos bombeiros era que o fogo poderia ter começado com gases da fossa, que saíam pelo ralo. Por isso enchi a pia de água. Misteriosamente, o fogo voltou sobre a água, relata.
EstragoCama queimada na residência da família de Rolândia: destruição de móveisVizinhos foram chamados para ajudar, mas ninguém estava no momento em que o fogo começava, de acordo com o relato do casal. Mais tarde, ainda no banheiro, uma toalha de banho que estava pendurada também teria começado a pegar fogo. Algumas horas depois foi a vez do cesto de papel. Não tem explicação. Os papéis estavam molhados, diz Flávia.
À noite, o fogo teria começado a queimar um pano de prato numa cadeira, que ficou chamuscada. Joguei o pano e a toalha da mesa na grama molhada. Conversando com vizinhos, o fogo voltou, garante Marcos. A família ficou de prontidão durante toda a madrugada, aguardando alguma nova manifestação. No entanto, após o marido e o sogro de Flávia terem saído para trabalhar, um novo princípio de incêndio queimou parte de um colchão e a grade da cama do sogro. Nem eu estava em casa, assegura Flávia.
Os bombeiros, que foram chamados várias vezes para atender a ocorrência, não tinham explicação lógica para os princípios de incêndio. A família, que é católica não praticante, ficou assustada com o fenômeno. As chamas eram azuladas. Ontem (anteontem) à noite começamos a sentir cheiro de rosas saindo da casa, comentou Sara Maria da Silva, 43 anos, mãe de Flávia.
O pai de Flávia, Jairo Florentino, 44 anos, não acredita em situações paranormais. Para ele, os incêndios foram provocados por energia estática na casa. Nós prejudicamos muito a natureza. Agora ela se manifesta contra a gente, afirma. O proprietário do imóvel, Paulo Farina, 44 anos, diz que este é o primeiro caso de incêndios sem explicação em Rolândia. Diante do fenômeno, providenciou uma outra casa para a família morar.fotos: Josoé de CarvalhoFenômenoMarcos e Flávia Cristine: casal não tem explicação para os pequenos incêndiosAlexandre Sanches





