Arapongas - Um incêndio provocado pela Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), para destruir galhos e resíduos de fábricas de móveis no depósito de lixo da pedreira Bauer, periferia da cidade, quase se alastra por toda a área do aterro. O trabalho do Corpo de Bombeiros começou pouco antes das 14 horas de ontem e a previsão é que a contenção dos focos de incêndio iria se estender por pelo menos 30 horas. A coluna de fumaça que se formou chamou a atenção de muitos curiosos.
O titular da Sesuma, Mário Rodrigues Mello, garantiu que a operação havia sido programada e o incêndio era a forma mais viável para dar um fim ao material. Segundo o secretário, a queimada foi acertada com o Corpo de Bombeiros.
Mello afirmou que o local é inapropriado para receber esse tipo de material e que a Sesuma já tem uma área mais adequada para servir de depósito para esse tipo de resíduo. ‘‘Um triturador irá destruir os galhos, que serão transformados em composto orgânico. Já os restos de madeira irão para uma usina de reciclagem ligada ao Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas’’, assegurou.
O Corpo de Bombeiros desmentiu a informação de que estaria ciente da operação. De acordo com o capitão Dário Natan Bezerra, não havia nada agendado e quando recebeu a informação o material já estava queimando. Por causa do risco do fogo se alastrar, os Bombeiros precisaram abrir valas ‘‘para cortar a propagação do fogo’’. Três caminhões-pipa também foram usados na operação de contenção. O temor era de que as chamas atingissem o lixo acumulado no subsolo. Segundo o capitão, não havia risco de explosão.
O coordenador da Comissão do Meio Ambiente da subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PR), Vanderlei Carlos Sartori Júnior, pediu a instauração de um inquérito policial para apurar se houve um não crime ambiental.

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