Foz do Iguaçu Cerca de 200 moradores do bloco 6 do Condomínio Vilage São Francisco, na Avenida Paraná, no Jardim Pólo Centro, em Foz do Iguaçu, deverão voltar a ocupar seus apartamentos a partir da tarde de hoje, quando será concluídos os trabalhos dos peritos do Instituto de Criminalística de Curitiba. Eles apuram a causa de um incêndio que provocou, na manhã de ontem, a morte de um casal de aposentados sul-coreanos, que morava no sétimo andar do bloco.
As vítimas, Kyung Mohong, 72 anos, e sua esposa, Hui Yeon Oh, 66, foram encontrados carbonizados no quarto do apartamento 702, o único atingido pelas chamas. A maior suspeita é que o fogo tenha começado na cozinha, após um vazamento de gás seguido de uma grande explosão. Uma moradora do 10º andar precisou de atendimento médico por causa da fumaça e de uma crise nervosa.
Outros três apartamentos sofreram avarias na área externa devido ao calor mas seus ocupantes nada sofreram porque deixaram o andar logo depois que o fogo foi detectado.
Ontem, os moradores cerca de 200 pessoas foram obrigados a deixar o prédio e pernoitar fora de casa. No total, o condomínio conta com sete torres de 13 andares, onde moram cerca de 1,2 mil pessoas.
Segundo testemunhas, o casal de sul-coreanos chegou a sair do apartamento quando o incêndio começou. Quando retornavam para pegar dinheiro e objetos de valor, disseram as testemunhas, teria havido uma explosão no apartamento.
De acordo com José Valverde, síndico do bloco há quatro anos, um técnico de manutenção teria dito que os sul-coreanos mantinham um botijão de três quilos no interior do apartamento. Eles usavam o utensílio para aquecer o ambiente e preparar pratos típicos da terra natal.
A ação de combate envolveu 50 homens, 15 veicúlos, uma plataforma mecânica e várias ambulâncias. O major Carlos Alberto da Silva disse que ''nem a água do prédio nos pudemos usar por falta de estrutura do prédio''. Os bombeiros também criticaram a negligência da administração do condomínio já que a última vistoria, ocorrida no ano passado, constatou pelo menos 30 irregularidades no sistema de prevenção a acidentes.
As irregularidades seriam a falta de hidrantes, mangueiras, extintores e sinalizadores para saída de emergência. De acordo com a nota distribuída à imprensa, os bombeiros chegaram cinco minutos depois do chamado. Alguns moradores, no entanto, reclamaram da demora no socorro.
Segundo o síndico, o fogo teria apagado ''quase que espontaneamente'' porque os bombeiros teriam demorado uma hora para conseguir alcançar com água o ponto do incêndio. ''Eles erraram de estratégia'', acusou. Segundo Valverde, os equipamentos básicos de segurança estavam corretamente instalados e que as irregularidades apontadas na última vistoria estavam sendo sanadas aos poucos. O síndico garantiu que a maioria das irregularidades provinha da construção (de 1990), aprovada pelos próprios bombeiros.

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