Incêndio destrói silo de madeira em Curitiba
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de outubro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Cerca de dez mil litros de água foram utilizados ontem para apagar um incêndio de grandes proporções em um silo da Madeireira Imaracá, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O silo ficava ao lado de outros dois galpões que precisaram ser resfriados para evitar que o fogo se alastrasse. O local onde o incêndio começou tem cerca de dez metros de altura. Lá estavam guardadas serragens e poeira decorrente do beneficiamento de madeira.
Cinco caminhões e 15 homens se deslocaram até a madeireira para conter o fogo, que começou por volta das 11h30 de ontem. Os bombeiros controlaram a situação por volta das 14 horas. Uma equipe da Comissão de Segurança de Edificação de Imóveis (Cosedi) da Prefeitura de Curitiba foi fazer a verificação no silo para saber se a estrutura não havia sido completamente danificada. ''Os bombeiros acreditam que a estrutura tenha sido danificada e que o local tenha que ser interditado. O Cosedi é que terá que interditar, caso avalie como necessário'', salientou o relações públicas do Corpo de Bombeiros, tenente Eduardo Gomes Pinheiro.
''O trabalho nesse tipo de incêndio é demorado porque além do fogo se alastrar, existe o risco de explosão. Existem partículas em suspensão com mistura inflamável no caso de serragem molhada. Uma fagulha pode levar a uma explosão de grandes proporções'', alertou.
Os bombeiros foram alertados sobre o incêndio por um funcionário, que foi até o quartel na CIC para pedir ajuda. Apesar dos funcionários estarem trabalhando normalmente ontem pela manhã, ninguém ficou ferido. ''As causas do incêndio não foram apuradas inicialmente. Entretanto, já ocorreram dois outros princípios de incêndio na madeireira nos últimos dias. A empresa terá que ficar atenta para evitar novos riscos aos funcionários'', complementou Pinheiro.
Anteontem, um incêndio destruiu cerca de sete mil metros quadrados de uma área de quatro alqueires no Jardim Ipê, em Santa Felicidade. O terreno, particular, é sempre usado como ponto de consumo de drogas, segundo a polícia. Foram necessários seis mil litros de água para conter as chamas, que se alastraram facilmente por conta da estiagem e do terreno estar coberto com bambus.


