Incêndio destrói recicladora de pneus
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sábado, 24 de novembro de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Apucarana- Um incêndio de grandes proporções ontem em uma recicladora de pneus de Apucarana mobilizou 25 bombeiros da cidade, de Arapongas e Londrina, além de equipes de resgate da Secretaria Municipal de Obras e de empresas locais. Os bombeiros desconhecem a causa do fogo, que começou numa pilha de pneus triturados e atingiu um barracão, onde seis funcionários trabalhavam.
Osivaldo da Silva, encarregado da empresa de reciclagem de borracha que funciona há seis anos em Apucarana, contou que estava dentro do galpão com outros cinco empregados quando percebeu as chamas do lado de fora. Ele chegou a buscar um extintor, mas era tarde demais. Por sorte, todos os funcionários conseguiram sair do local antes do barracão ser destruído.
O incêndio começou por volta das 7h30 e os próprios trabalhadores acionaram os bombeiros, que precisaram de cinco caminhões de água e duas retroescavadeiras para trabalhar no rescaldo do terreno. Segundo o capitão Emerson Saqueta Barbosa, que comandou a operação, foram usados de 50 a 60 mil litros d'água para conter o fogo e bombeiros que estavam de folga foram chamados para ajudar. A fumaça negra dominou o céu e era vista a quilômetros de distância.
''A primeira atitude foi proteger as residências vizinhas. Foi feito o corte de energia e a contenção do fogo dentro do barracão'', explicou o capitão. Conforme ele, o rescaldo do incêndio deveria terminar somente à noite, mas a energia já havia sido religada por volta das 11 horas, sem perigo para os moradores da Avenida Minas Gerais. ''Nós vamos desfazer os montes de borracha queimada para o resfriamento e depois vamos deixar a cargo da empresa a decisão do que fazer com o material'', completou Barbosa.
Segundo Osivaldo da Silva, pelo menos 300 toneladas de pneus triturados foram queimadas. ''Como a borracha é matéria-prima para caldeiras, acho que vai dar para reaproveitar.''
O entregador Misael Gabriel mora na casa ao lado da recicladora, a qual teve os vidros dos quartos estourados em decorrência do fogo. O pai dele, Teodoro Gabriel, contou que a família retirou tudo o que pôde de dentro do quarto - entre os objetos, um televisor e uma máquina de lavar - e só não conseguiu salvar um guarda-roupa novo ''porque ia demorar muito para desmontar''. ''Deixamos tudo no quintal, torcendo para não pegar fogo'', disse Gabriel.
Felipe Rodrigo da Anunciação e Robert William Barros passeavam pelos escombros do incêndio, felizes por terem saído mais cedo do colégio. Por causa da fumaça, a direção da Escola Municipal Presidente Médici, que fica na mesma rua da recicladora, decidiu suspender as aulas. ''Eu saí de casa umas 7h50 para jogar bola e vi a fumaça'', lembrou Felipe. ''A fumaça tava fraquinha, mas foi aumentando e teve gente que ficou com medo. Também não dava para enxergar nada dentro da sala de aula'', contou Robert.


