Incêndio destrói parte da F. Jannani
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de junho de 1997
Paulo Ubiratan 
Londrina
Um incêndio ocorrido na madrugada de ontem na empresa F. Jannani - Construções e Comércio por pouco não vira tragédia pela vazamento e explosão de gases tóxicos. Os gases poderiam vazar de transformadores de alta tensão, estocados no local. A empresa fica na avenida Tiradentes (zona oeste). Segundo o proprietário Faissal Jannani, os prejuízos causados pelo incêndio chegam a R$ 20 milhões. Apenas uma parte do material perdido estava segurado.
O barracão em que funcionava o setor de estoque e parte do escritório foram totalmente destruídos pelas chamas. Segundo o proprietário, no local estavam guardados grande quantidade de fios, cabos de alta tensão, aparelhos importados de medição de carga elétrica e os mais variados tipos de ferramentas sofisticadas para eletrificação pública.
Até o final da tarde de ontem, os bombeiros ainda trabalhavam para fazer o rescaldo do incêndio. O material que estava estocado é de alta combustão e forma fumaça, tornando impossível respirar no local. Por sorte, o setor onde estavam os transformadores quase não foi atingido. Poderia acontecer uma tragédia pela queima de material altamente venenoso, afirmou Faissal.
Na hora do incêndio, estava no lugar apenas um vigia, que deu alarme e chamou os bombeiros. Ninguém saiu ferido, mas os bombeiros trabalharam com grande dificuldade por causa da fumaça. Para apagar as chamas, trabalharam 20 bombeiros e foram usados cinco carros-pipa.
Os peritos do Instituto de Criminalística ainda não conseguiram fazer levantamento das causas do incêndio. Até o final da tarde de ontem, não se sabia quando as chamas começaram. Hoje, provavelmente, os peritos vão começar o trabalho de levantamento do local.
Jannani disse ontem que, há 15 dias, o setor de computadores sofreu um princípio de incêndio sem maiores consequências. No entanto, o empresário acredita que o incêndio não tem relação com os computadores, que não foram atingidos pelas chamas. Ele avalia que somente depois de dois meses a empresa poderá voltar a funcionar. Para recuperar o material importado, Jannani calcula que sejam necessários seis meses, no mínimo.


