Incêndio destrói casa na zona sul
Silvana Leão
De Londrina
Um incêndio destruiu totalmente uma residência de madeira ontem, por volta das 10h30, no Jardim Jatobá, zona sul de Londrina. A dona-de-casa Maria Aparecida Amorim, de 37 anos, estava sozinha em casa com o filho de três anos, Elton Gabriel, quando sentiu o cheiro de algo queimando. Ao chegar na sala, segundo ela, o fogo já tomava conta dos colchões de um beliche. Ela só teve tempo de sair correndo com o filho.
Os bombeiros chegaram pouco antes das 11 horas e não puderam salvar nada da casa. Logo depois de controlado o fogo, ainda muito nervosa, a dona-de-casa contou que não sabia direito como tudo havia começado, mas acha que o filho estava brincando com um isqueiro e acabou colocando fogo num colchão. A casa de três cômodos, localizada na Rua Leopoldo Batini, 215, era alugada pela família.
Até as 11h40, o marido de Maria Aparecida Amorim, que trabalha como pedreiro, não sabia do incêndio que destruiu móveis, utensílios, roupas e até o carro (um Del Rey) que estava no quintal. Perdemos tudo, não sei como vai ser, disse a dona-de-casa, chorando ainda mais ao lembrar do cachorro que estava amarrado perto da casa e que provavelmente havia morrido.
As casas próximas não chegaram a sofrer grandes danos, mas o susto foi grande entre os vizinhos. Cleuza Rosa Paixão, que mora nas proximidades, desesperou-se ao ver o risco que corria a residência do irmão, bem ao lado da que pegou fogo e, com a ajuda de vizinhos, tirou os móveis e o carro que estava na garagem. Tivemos que arrombar, porque meu irmão está viajando, contou, visivelmente nervosa.
Várias pessoas presentes ao local do incêndio queixaram-se da demora dos bombeiros. Miriam Alves Rios Benedito contou que em um ano e meio aconteceram três incêndios na região, destruindo totalmente as casas. Há cerca de quatro meses queimou a casa do pai da Maria Aparecida e ele perdeu tudo. A central dos bombeiros é muito longe e, quando eles chegam, não dá tempo de fazer mais nada. Miriam Benedito acredita que a solução seria a instalação de uma unidade do Corpo de Bombeiros na zona sul.
O tenente Pedro Wagner Ogaki Malacrida, do Corpo de Bombeiros, explicou que os três caminhões (dois do quartel central, na Vila Nova, área central, e um da unidade da Infraero, no Aeroporto, zona leste) demoraram 14 minutos para chegar até o local, quando o tempo médio fica entre cinco e oito minutos.
Infelizmente tivemos alguma dificuldade em localizar o lugar exato, disse Malacrida, lembrando que o acesso é dificultado pelo grande número de quebra-molas. As viaturas do Siate, por serem mais leves, têm condições de prestar socorro mais rapidamente. No nosso caso, porém, as viaturas são pesadas e necessitam cuidado especial.
Segundo o tenente, foram utilizados 12 mil litros de água e a ação de 10 homens para controlar o fogo e impedi-lo de avançar nas casas vizinhas que, por sorte, são de alvenaria. As causas do incêndio serão confirmadas posteriormente, pela perícia.





