Incêndio destrói biblioteca no Noroeste
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Antoniele Luciano<br>Reportagem Local 
Guairaçá - A Polícia Civil de Terra Rica instaurou inquérito para apurar as causas de um incêndio que destruiu parte da Biblioteca Pública de Guairaçá, município de pouco mais de 6 mil habitantes no Noroeste do Paraná. O espaço foi arrombado na madrugada de ontem e teve pelo menos dez computadores levados antes de ser tomado pelo fogo. Ainda não se sabe se o caso tem relação com incêndios registrados ano passado na Prefeitura e na sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) na cidade.
Conforme a investigadora Maria Tereza Pacheco, da Delegacia de Polícia Civil de Terra Rica, o delegado responsável pelo caso já solicitou que a área seja periciada e que oitivas sejam feitas nos próximos dias. "Mas, por enquanto, é prematuro ligar este caso de incêndio com os outros", reforça a policial civil.
De acordo com a Polícia Militar (PM), marginais entraram na Biblioteca Pública por volta das 2h40, pelo telhado do imóvel. Eles arrombaram o forro de uma das salas, de onde retiraram os computadores.
Foi preciso acionar o caminhão-pipa de uma usina de cana-de-açúcar até que o Corpo de Bombeiros de Paranavaí, responsável pela região, chegasse ao local para conter as chamas. Sobraram apenas quatro computadores no prédio. Cheia de entulhos, a área foi interditada.
"Tirando biblioteca de escola, essa era a única biblioteca que a comunidade tinha para emprestar livros. É difícil porque o município é carente, depende de contribuições do governo", comentou a professora Sandra Pedro, coordenadora do Centro Municipal de Educação Infantil que funciona em frente à Biblioteca Pública. Ela assinala que os moradores ficaram assustados com o caso, ainda mais por ser o terceiro incêndio em prédio público registrado em Guairaçá em menos de um ano.
HISTÓRICO
Parte de uma sala que abrigava documentos da Prefeitura de Guairaçá relacionados a licitações foi destruída pelo fogo em agosto do ano passado. A Polícia Civil instaurou inquérito para descobrir como o incêndio começou, mas ainda aguarda o resultado do laudo solicitado ao Instituto de Criminalística de Maringá.
Na sede da Apae, vândalos invadiram, ainda em agosto, a lavanderia da entidade e furtaram materiais. O espaço, na época servia de depósito, já que o imóvel passava por reforma.


