Rolândia Um incêndio destruiu ontem à tarde o depósito da indústria de estopas Resinorte, localizada no Parque Industrial de Rolândia (25 km a oeste de Londrina). As chamas atingiram 15 metros de altura e consumiram cerca de 12 toneladas de estopa e matéria-prima. Segundo o empresário Carlos de Oliveira Dorta, dono da empresa, o prejuízo deve passar dos R$ 70 mil. Ninguém ficou ferido. Domingo passado, outra indústria da família, que pertence ao irmão do empresário, também teve seu barracão destruído por um incêndio.
Apesar do curto período de tempo entre os dois incidentes, Dorta acredita apenas em uma infeliz coincidência. Descarta, principalmente no seu caso, a possibilidade de incêndio criminoso. ''Acho que não, não haveria razão para isso'', afirmou, sem esconder os traços de decepção ao ver seu patrimônio resumido a escombros. Dez funcionários trabalhavam no barracão quando surgiram os primeiros focos, por volta das 13 horas. ''Eu estava em casa, quando meu sobrinho gritou dizendo que tava pegando fogo no barracão. Não houve tempo pra nada, em 15 minutos tava tudo queimado'', contou o empresário. ''Mas graças à Deus que ninguém se machucou'', prosseguiu. Como o fogo se alastrava com rapidez, o Corpo de Bombeiros evacuou o local para evitar intoxicação. Foram utilizados cerca de 20 mil litros de água para apagar totalmente as chamas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, um funcionário afirmou que um fio elétrico solto na parece do prédio pode ter causado as primeiras chamas. ''Pelo jeito, com o movimento, esse fio soltou algumas faíscas e provocou um curto-circuito. Como as estopas são altamente inflamáveis, o incêndio ganhou o galpão com muita velocidade'', contou o 2º tenente Clomomir Marafigo Júnior. Quatro máquinas utilizadas no processo de beneficamento dos resíduos de algodão viraram sucata. Somente alguns pacotes do produto pronto foram retirados a tempo do barracão, de 200 metros quadrados. ''Foi muito pouco mesmo, menos de 5% do depósito'', estimou o oficial.
A casa, onde mora a família do empresário, fica a menos de três metros da parede do galpão destruído pelo fogo. Apesar disso, de acordo com o tenente, o risco das chamas se alastrarem até lá foi muito pequeno. ''Só havia essa edificação nas redondezas. O vento estava pro outro lado e o perigo foi calculado. Se a região fosse mais habitada, seria mais difícil controlar a situação'', avaliou.
O primeiro incêndio no patrimônio da família Dorta aconteceu no domingo à noite, por volta das 20 horas, na empresa BR Têxtil, que também produz resíduos de algodão. O prejuízo estimado, com a perda de maquinário e estoque, pode passar dos R$ 600 mil.

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