Ana Carolina Sacoman
Especial para a Folha
Um incêndio criminoso destruiu, na madrugada de ontem, a casa de Maria Aparecida Batista na favela do Hélio, em Sarandi (7 km a leste de Maringá). Ela acusa o padrasto, Roberto Lima Fogaça, com quem havia se desentendido horas antes de o fogo começar. Os vizinhos, segundo informações da Polícia Civil, apontam outros dois moradores do local como suspeitos. Eles estariam cumprindo uma antiga ameaça para acabar com a venda de entorpecentes na favela.
O desentendimento começou quando o filho menor de um dos acusados conhecido por Cido, comprou cola de sapateiro de Maria. Os dois moradores já foram indiciados anteriormente por porte e venda de drogas e continuariam traficando, principalmente solventes, na favela. Depois de alertado para o problema, Cido ameaçou atear fogo no barraco e expulsá-los se o tráfico continuasse. Ele queria evitar a venda de drogas na região, que estaria atingindo os jovens. A esposa de Cido, em depoimento à polícia, confirmou a ameaça. Os moradores conseguiram escapar do incêndio sem ferimentos.
Pistas A Polícia Civil de Maringá já tem pistas do mandante do incêndio criminoso que destruiu completamente a casa da cozinheira Santinha Nonato da Silva, há duas semanas no Maringá Velho, periferia da cidade. Ele é de Colorado e estaria cobrando uma dívida de R$ 8 mil de um homem conhecido por Manoel, referente ao pagamento de seguro de um carro envolvido em acidente. Na noite do crime, quatro desconhecidos chegaram à casa da cozinheira procurando por Manoel, que não estava no local. Por vingança, o grupo ateou fogo na residência. Santinha nega conhecer o procurado.

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