A Polícia Civil de Maringá abriu inquérito ontem para investigar as causas e tentar identificar os responsáveis pelo incêndio que destruiu um shopping e uma loja no centro da cidade. Comerciantes estimam um prejuízo de quase R$ 2,5 milhões. Segundo o chefe do Instituto de Criminalística de Maringá, Piermarine Justus, a destruição do local está dificultando o trabalho da perícia. ‘‘Vai ser difícil chegar a uma conclusão exata sobre o incêndio’’, adiantou Justus. Ninguém ficou ferido.
O fogo começou por volta das 19 horas de anteontem e se alastrou por todo o prédio de 2,5 mil metros quadrados até atingir uma loja vizinha, que também ficou destruída. Mais de 120 homens do Corpo de Bombeiros trabalharam no local. Quando os bombeiros perceberam que a destruição do shopping era inevitável passaram a intensificar o trabalho de controle do incêndio. Havia temor de o fogo se alastrar pelas lojas vizinhas e incendiar a quadra inteira. O shopping atravessa uma quadra e tem acesso pela Avenida Brasil e pela Rua Joubert de Carvalho, um dos pontos mais movimentados do centro de Maringá.
Faez Kasse, porteiro de um hotel em frente ao shopping, pela Rua Joubert de Carvalho, calcula que o fogo consumiu o shopping em menos de 20 minutos. ‘‘As chamas se intensificaram de tal maneira que o trabalho dos bombeiros não valia de nada’’, disse o porteiro. Kasse contou que chamou os hóspedes para ficarem prontos para sair do hotel. ‘‘As portas de ferro do shopping ficaram vermelhas e tive a impressão de que a qualquer momento o fogo poderia atingir o hotel’’, ressaltou o porteiro.
Policiais militares passaram o dia de ontem controlando o trânsito e o acesso de curiosos no local. A cena de destruição dos prédios e o trabalho de rescaldo do Corpo de Bombeiros e da perícia técnica chamavam a atenção das pessoas. Parte dos lojistas e funcionários ficaram em frente ao shopping desolados com a situação. Conforme os bombeiros, foi o maior incêndio ocorrido na cidade nos últimos cinco anos.
No shopping estavam instaladas 115 lojas. O lojista João Carlos Pereira, dono de uma relojoaria no local, estima um prejuízo de R$ 35 mil. Ele disse que estava desesperado e não sabia o que fazer diante da situação. ‘‘Acho que o melhor é os lojistas se unirem e analisarem juntos o que fazer a partir de agora’’, sugeriu Pereira.
Para Marcos Soares, dono de uma loja de roupas e do restaurante do shopping, o prejuízo poderia ter sido pior. Soares contou que a laje impediu que o fogo chegasse até o restaurante, no piso superior. O lojista informou que perdeu todo o estoque de jaquetas de couro avaliado em R$ 20 mil. ‘‘A minha sorte é que os equipamentos do restaurante estão intactos’’, disse.

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