Incêndio atinge aterro sanitário
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terça-feira, 28 de abril de 2009
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Um incêndio, que começou na noite de segunda-feira, toma conta de uma área do Aterro Sanitário de Londrina, localizada na Estrada do Limoeiro (Zona Leste). O espaço atingido pelo fogo é utilizado pela prefeitura para guardar galhos e restos de árvores cortadas. Devido à grande quantidade de vegetação, as chamas se estenderam ontem à tarde e quase atingiram a propriedade rural de um vizinho.
Segundo informações da Central do Corpo de Bombeiros (Cobom), o primeiro acionamento aconteceu por volta das 17 horas de segunda-feira, quando moradores da região ligaram preocupados com a intensidade da fumaça. Na manhã de ontem, funcionários do Aeroporto de Londrina acionaram novamente os bombeiros. Outra equipe foi até o local para conter o fogo. Mais de cinco mil litros de água foram utilizadas no aterro, mas segundo os bombeiros, somente com a água não é possível conter as chamas que permanecem no fundo da vegetação queimada. A superintendência da Infraero disse que apesar da fumaça poder ser vista do aeroporto, não houve problemas para a circulação das aeronaves.
O responsável pelo aterro, Elsone José Delavi, acredita que o fogo tenha sido causado por uma bituca de cigarro. Ela teria sido levada acidentalmente pelos funcionários da Companhia Municipal Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina que fazem o corte de grama dos canteiros. Ele afirmou que apesar da extensão do incêndio, não havia risco de o lixo orgânico ser atingido pelas chamas.
''As pessoas jogam bituca na rua, próximo aos canteiros, e ela vem no caminhão com toda a grama cortada porque não dá pra ver. Quando chega aqui, o mato é jogado no meio de outros galhos e a bituca vai queimando por baixo. Quando descobrimos, o fogo já está alto'', disse Delavi.
Segundo ele, desde as 7 horas de ontem funcionários da prefeitura trabalhavam no local jogando terra nos pontos onde havia mais fumaça. O objetivo é evitar que o fogo se alastre. ''Agora já estamos com tudo controlado, mas a população precisa evitar de jogar bitucas de cigarro nas ruas porque essa é a terceira vez nesse mês que passamos por problema parecido'', enfatizou.


