Incêndio atinge 50 he de Vila Velha
Giovani Ferreira
De Curitiba
Um incêndio destruiu mais de 50 hectares de vegetação rasteira e mata nativa do Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa. O fogo começou por volta das 14 horas de domingo e foi contido somente no final da noite desse mesmo dia. A causa ainda está sendo investigada, mas a hipótese de o incêndio ter sido criminoso não foi descartada. As chamas também podem ter iniciado a partir de um cigarro jogado às margens da rodovia. Testemunhas alegam que o fogo começou próximo da estrada.
Mais de 30 homens do Corpo de Bombeiros, Polícia Florestal, civis e funcionários da prefeitura trabalharam no combate ao fogo. Foram aplicadas técnicas de combate direto e indireto, com a utilização de caminhões tanque e a construção de aceiros para barrar o alastramento das chamas. A área que queimou fica próxima aos arenitos e às trilhas de acesso e trânsito dentro do parque. Ao todo foram gastos 20 mil litros de água. De acordo com os bombeiros, as chamas atingiram seis metros de altura.
Na avaliação dos bombeiros o fogo é atípico, já que neste período os focos de incêndio não são comuns na região. Nos Campos Gerais geralmente os incêndios aparecem logo após o inverno. Porém, como durante o final de semana a umidade relativa do ar estava baixa, um ato de imprudência pode ter provocado o incêndio, disse um bombeiro. O vento, característico da região, fez com que o fogo se alastrasse com rapidez.
O último grande incêndio em Vila Velha foi no segundo semestre de 1997, quando ocorreu um verdadeiro desastre ambiental. Um fogo que durou quase dois dias acabou com quase 200 hectares de vegetação do parque. Na época o fogo chegou a cruzar a BR-227 (estrada que liga Ponta Grossa a Curitiba), com as chamas atingindo os dois lados da rodovia e dificultando assim o trabalho dos bombeiros.
Ao longo dos últimos anos o Corpo de Bombeiros de Ponta Grossa vem desenvolvendo diversos projetos de prevenção no Parque de Vila Velha. Contudo, as técnicas aplicadas servem apenas para amenizar o problema, que depende principalmente da conscientização dos turistas e dos frequentadores da área.





