Curitiba - O Centro de Regime Semi-Aberto Feminino (Craf), que funcionava no Complexo Penitenciário do Ahú, foi reaberto ontem com a inauguração de uma unidade no bairro do Atuba. Foram investidos no local R$ 350 mil (em obras e equipamentos). A unidade tem 922 metros quadrados de área construída e oferece 98 vagas, sendo que cinco delas para lactantes. O Craf funciona no mesmo terreno onde fica a Escola Penitenciária. ''Estamos criando novas vagas no Paraná inteiro'', disse o governador Roberto Requião (PMDB).
Ao todo, são cinco alojamentos, refeitório, lavanderia, duas salas de aula, inspetoria, enfermaria, canteiro de trabalho, pátio de recreação e visita. ''Fizemos tudo de forma criteriosa. A intenção é reabilitar a presa para voltar ao convívio social'', disse Jair Ramos Braga, secretário de Estado de Justiça e Cidadania. O regime semi-aberto é uma das últimas etapas de cumprimento da pena. A presa pode ser beneficiada com trabalho externo e concessão de saídas temporárias para visitar os familiares e participar de cursos.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, disse ontem que a superlotação é um grave problema das delegacias. A criação de vagas no Sistema Penitenciário seria, segundo ele, uma alternativa para a melhoria da eficiência da polícia investigativa (a Polícia Civil). ''Se temos presos nas penitenciárias, diminuímos os que ficam em cadeias. Os investigadores deixam de cuidar de presos e passam a investigar o crime'', disse ele. Por mês, entre 80 e 90 novas prisões em flagrante ocorrem no Paraná.

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