Michele Muller
de Curitiba
Até o início do segundo semestre deste ano deve começar a funcionar, em Curitiba, uma nova entidade criada para intensificar a luta contra o câncer. A Fundação Para o Combate ao Câncer Rosala Calixto Hakim foi oficialmente inaugurada ontem, numa solenidade realizada no auditório da Biblioteca Pública do Paraná. Durante o evento foram empossados os membros do conselho e o presidente da instituição, o médico oncologista Calixto Antônio Hakim.
Para os profissionais da Saúde serão oferecidos serviços a partir de maio. Já estão programados dois cursos iniciais, sobre tratamento para a dor e novas drogas usadas na cura da doença. Eles serão financiados com os recursos deixados pelo idealizador da fundação e pai de Calixto Antônio, Rosala Calixto Hakim, falecido em 1995 em decorrência do câncer.
As verbas para que pacientes carentes possam ser atendidos pela equipe da entidade – formada por 20 profissionais, entre médicos, nutricionistas psicólogos e enfermeiros – serão arrecadadas por meio de doações. Ainda não há previsão de quantas pessoas poderão ser beneficiadas a cada ano. ‘‘Isso depende da quantidade de dinheiro que conseguirmos recolher’’, diz Calixto Antônio.
A prevenção e a detecção precoce dos diversos tipos de câncer são os principais objetivos da instituição. ‘‘Queremos educar a população através de boletins dos veículos de comunicação. É preciso criar a consciência de que exames periódicos são necessários’’, explica o oncologista.
Outro de seus projetos visa firmar uma parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), atendendo pacientes cujo tratamento não pode ser concluído com a verbas disponibilizadas pelo órgão. Também existem planos de realizar intercâmbios com entidades semelhantes sediadas em outros países. ‘‘Eles poderiam financiar estudos sobre novos medicamentos. Esses estudos são realizados em diversos lugares do mundo e nós temos a intenção de participar.’’
O Paraná já conta com outras instituições que atuam na luta contra a doença, sendo a Liga Paranaense de Combate ao Câncer a principal delas. A criação de mais uma, segundo Calixto, há tempos vinha se mostrando necessária. ‘‘A Liga já não consegue atender a demanda, pois além de paranaenses, recebe muitas pessoas que vêm de estados próximos, como Santa Catarina, para receber auxílio médico em Curitiba’’, afirma.