Inadimplentes tentam acordo com a empresa
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terça-feira, 19 de novembro de 1996
Da Redacao 
A professora Maria das Graças Ferreira é uma das pessoas que compareceram ontem para tentar um acordo com a Sercomtel. Ela explica que o telefone está em seu nome, mas instalado na casa da filha. Com a conta atrasada em quatro meses, ela calcula que deve hoje cerca de R$ 260,00.
Apesar de afirmar que faltou dinheiro para pagar as contas antes, Maria das Graças confessa que o longo prazo dado pela Sercomtel contribuiu para que ela ficasse inadimplente. A gente sempre vai deixando para depois, observa. A professora estava disposta a parcelar a dívida, mas reclamou da demora no atendimento. Estou esperando há horas.
Falta de dinheiro também é a justificativa usada pela auxiliar de enfermagem Maria das Neves para o atraso de um mês na conta do telefone comercial, instalado na loja do seu marido. As vendas no comércio estão péssimas, afirma. Na sua opinião, o prazo dado pela Sercomtel para efetuar o corte é curto. Já a dona de casa Márcia Kitano Yoshitomi foi ao Sercomtel ontem à tarde disposta a pagar integralmente a conta atrasada - cerca de R$ 100,00. É muito difícil ficar sem telefone.
O gerente de serviços da Sercomtel, Regis Tavares, prepara melhor estrutura para atender os inadimplentes. Imaginava que o movimento ia ser grande hoje (ontem), mas não tanto assim.
(Lucília Okamura)


