A Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) está com dificuldades para cumprir o acordo e repasse das prestações dos 26.752 mutuários à Caixa Econômica Federal (CEF). Destes, 13.647 estão com pelo menos duas prestações atrasadas. O índice de inadimplentes pulou para 51% - em anos anteriores, o índice era de 20%. E a Cohab está arrecadando cerca de R$ 500 mil a menos por mês.
‘‘Isto é ruim para o mutuário e para a companhia, que não tem como saldar o déficit com a CEF, desfalcando o Fundo de Garantia e prejudicando novos investimentos em moradia popular’’, afirma o presidente da Cohab, Wilson Sella. Para o mutuário, a curto prazo, o maior risco é a perda do seguro. Dessa maneira, o mutuário fica descoberto de proteção e qualquer problema resulta em prejuízo.
Sella explica que a Cohab só deixa de pagar o seguro após o segundo atraso. ‘‘Não é por vontade própria, mas por falta de recursos’’, diz. A menor prestação cobrada pela Cohab gira em torno de R$ 15,00 e a maior é de cerca de R$ 250,00. A projeção de arrecadação mensal é de aproximdamente R$ 1 milhão - R$ 700 mil são devolvidos à CEF e o restante serve para cobrir o seguro dos imóveis dos mutuários e a folha de pagamento.
Atualmente, afirma Sella, a Cohab está com sua situação financeira equilibrada. A única dívida pendente com a CEF é a referente aos conjuntos subrrogados, construídos em municípios da região.
Na tentativa de levar o mutuário a pagar suas dívidas, a Cohab está começando a cobrar os devedores mais cedo - a partir do segundo mês de atraso. ‘‘As pessoas têm de priorizar o pagamento da prestação de suas casas’’, afirma. Para ele, o principal motivo do aumento gritante da inadimplência não é o desemprego. Sella acredita que a maioria dos mutuários gasta em ‘‘outras coisas’’ e deixa para pagar a prestação ‘‘quando der’’. As festas de final de ano e o ‘‘final de mandato da atual administração’’, acrescenta, também ajudam.

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