Paulo WolfgangCriseColégio Canadá, que funciona há 30 anos em Londrina: vítima da inadimplência e perigo de fechamentoA inadimplência é apontada como a principal causa da crise que ameaça fechar o Colégio Canadá de Londrina, uma escola com 30 anos de existência.
Professores, funcionários e direção do estabelecimento tentam encontrar uma solução para impedir o fechamento e as perspectivas, ontem, eram boas.
Segundo o diretor e um dos proprietários da escola, Daniel Hatti, ‘‘as reuniões têm sido constantes e já é possível visualizar uma luz no fim do túnel’’.
Ele esperava ter ainda hoje uma resposta definitiva para o futuro do colégio. Uma das soluções cogitadas é a criação de uma cooperativa. A forma de funcionamento está sendo estudada.
‘‘Funcionários e professores propuseram, inclusive, a redução salarial, mas são sabemos se isso é possível e de que forma poderia ocorrer’’, informou Hatti.
Segundo o diretor, a escola tem uma dívida fiscal - ele disse que não tem um levantamento do valor - mas essa não é a principal preocupação. ‘‘A dívida está sendo administrada. O nosso problema é a receita ser menor que as despesas’’.
Hatti informou que o Canadá registra, em média, 30% de inadimplência, em dois níveis: os pais que atrasam e aqueles que realmente não pagam.
‘‘Temos pais que fizeram a matrícula dos filhos em janeiro e até hoje não pagaram sequer uma mensalidade. E nós não podemos fazer nada. A lei favorece esse comportamento’’.
Ele ressaltou que os pais também têm participado das discussões e a comunidade, de uma forma geral, tem mostrado solidariedade.
Outro fator que contribuiu para a situação atual, segundo Hatti, são os altos salários pagos. ‘‘O Canadá teve um apogeu nos anos 70 e 80. Como o colégio estava bem, os funcionários e professores passaram a ganhar mais. Para se ter uma idéia, temos auxiliar de tesouraria ganhando R$ 1,5 mil. Não podíamos reduzir salários’’.
O colégio tem cerca de 1.100 alunos. As mensalidades giram entre R$ 150,00 e R$ 250,00.
O Sindicato dos Professores das Escolas Particulares faz reunião hoje, às 18 horas, com todos os professores do estabelecimento para discutir o problema. A reunião será na sede da entidade, na Praça La Salle. (B.B.)

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