As instituições de ensino universitário de Curitiba estão às voltas com a inadimplência dos alunos. Pelo menos na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e na Faculdade de Direito de Curitiba, o calote nas mensalidades no primeiro semestre deste ano já atinge 11%. Para não atrasar a folha de pagamento, que consome 68% do orçamento, a direção da PUC, por exemplo, afirma ter recorrido a empréstimos bancários.
‘‘O índice é preocupante em virtude do que aconteceu no ano passado’’, diz o diretor-financeiro da PUC, Carlos Lafite. Em 97, a taxa de inadimplentes alcançou apenas 6% dos cerca de 16 mil alunos que a instituição congrega. Lafite afirma que não tem como medir as causas da falta de pagamento das mensalidades. O mais curioso é que os inadimplentes estão matriculados nos cursos mais baratos.
Para resolver o impasse, a PUC oferece o parcelamento em até três vezes das mensalidades atrasadas. A projeção para este segundo semestre é que o número de estudantes que não quitarem seus carnês oscile entre mil e 1.300.
A Faculdade de Direito de Curitiba, que engloba também as faculdades de Ciências Administrativas e de Comunicação Social, manteve o mesmo índice de inadimplência do ano passado: 12%. ‘‘O pessoal acaba saldando outros compromissos e deixa a faculdade de lado, mas a inadinplência é em função da própria economia. Está difícil para todo mundo’’, tenta explicar uma das diretoras da entidade mantenedora da faculdade, Rosa Vianna de Barros. Na maioria dos casos, ela diz que a direção tem conseguido fazer acertos com os alunos. (D.V.)

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