O presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, afirmou que o aumento do indíce de inadimplência das prestações deve atrasar em até três meses a entrega de casas populares. O número de mutuários em débito com a empresa aumentou entre 10% e 12% de julho a novembro. A falta de pagamento teria sido motivada por promessas eleitorais de descontos e até perdão de dívidas. Em dezembro, a empresa verificou um início de recuperação da quitação de parcelas.
Os maiores prejudicados são os futuros moradores das unidades do Jardim Felicidade (Zona Leste), com 108 casas, e Gleba Primavera (Zona Norte), com 53 unidades. A entrega, prevista inicialmente para o final do ano passado, deve ficar para março. A redução da receita também trouxe dificuldades momentâneas para a saúde financeira da empresa. A falta de dinheiro prejudicou a manutenção do custo operacional, pagamento da dívida renegociada e verba comprometida como contrapartida em parceiras para construção de unidades habitacionais.
O índice histórico de inadimplência das prestações é de 48%. O número de mutuários devedores, no entanto, caiu nos últimos quatro anos. O cálculo hoje é feito sobre os atuais 17 mil contratos. No início do primeiro mandato de Nedson Micheleti (PT), a Cohab contava com 25 mil mutuários. A redução foi proporcionada por morte, invalidez e descontos para quitação das casas próprias.
''No período eleitoral, muitos foram levados por promessas fantasiosas de candidatos com perfil populista. Muita gente preferiu o resultado da eleição antes de acertar o pagamento das parcelas'', constatou Afonseca. A recuperação verificada em dezembro, segundo o presidente da Cohab, pode também estar ligada ao pagamento do 13 º salário, época histórica de acerto de contas atrasadas.

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