Imunidade baixa propicia pneumonia
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
A cada ano, mais de dois milhões de casos de pneumonia surgem no Brasil, segundo estimativas do Ministério da Saúde. A doença, que sempre gerou preocupação para idosos e portadores de doenças crônicas, uma vez que é mais frequente quando há baixa imunidade, também pode acometer pessoas jovens e saudáveis, principalmente nas estações mais frias do ano. Isso é o que afirma o pneumologista Guilherme Fazolo, de Londrina.
Para identificar a doença e se prevenir dela, o pneumologista dá as dicas. Segundo Fazolo, a pneumonia ocorre principalmente durante os meses mais frios, porque é quando o surgimento de gripes e resfriados diminuem a resistência imunológica e os agentes infecciosos acabam se instalando nos alvéolos pulmonares, via aérea inferior do pulmão, onde ocorrem as trocas gasosas.
Além das bactérias, o médico detalha que a pneumonia pode ter também como agentes causadores os vírus e fungos. ''Entretanto, os casos mais comuns e também os mais graves tem como agentes infecciosos as bactérias, como os pneumococos, que estão presentes na cavidade oral e que podem ser aspirados para os pulmões'', afirma.
Para o pneumologista, os sintomas apresentados pelos pacientes variam de acordo com o agente hospedeiro causador da infecção. No entanto, ele esclarece, que de forma geral, os principais sintomas da pneumonia são: tosse com secreção, falta de ar, febre, calafrios, perda do apetite, sudorese, taquicardia, tonturas e em casos mais graves, desmaios.
Fazolo destaca que pessoas com doenças imunossupressoras, como câncer ou Aids, fumantes e pessoas portadoras de doenças pulmonares crônicas são mais suscetíveis à doença. Além delas, idosos e crianças são também alvo fácil da doença.
Extremos de idade
Segundo o Ministério da Saúde, de 2000 a 2007 aumentou em 15% o número de internações de idosos de 70 a 79 anos com pneumonia e em 45% entre pessoas com mais de 80 anos, no Brasil. ''Essa população de extremos de idade, geralmente não tem o sistema ainda completamente desenvolvidos, no caso das crianças, ou tem a defesa do sistema imunológico em declínio, como no caso dos idosos, o que favorece a infecção'', complementou o médico.


