Vistos de longe, o morro e as baixadas que formam a favela do Parolin parecem compor um grande lixão a céu aberto, onde centenas de pequenos barracos despontam amontoados lado a lado. Ruas estreitas, a maioria entupidas por papel e garrafas plásticas, cortam a favela que abriga a maior parte dos catadores de lixo que abastecem as fábricas de reciclagem de Curitiba. Ao todo, são 12.344 moradores - uma população que cresce a cada dia com a chegada de novas famílias de desempregados, alvos fáceis para o tráfico de drogas.
Se fosse possível seguir as regras de segurança pública elaboradas pela ONU, a favela do Parolin deveria ser policiada diariamente por 49 policiais militares - uma média aproximada de um policial para cada 250 habitantes. Na prática, o policiamento do Parolin é feito por apenas uma viatura e disputa o efetivo de 450 homens do 13º Batalhão de Polícia com outros 27 bairros.
Entre todas as regiões visadas pela Delegacia de Antitóxicos de Curitiba, a favela do Parolin figura como uma das mais díficeis para obtenção de informações e pistas sobre os traficantes, o que atrapalha a atuação dos investigadores. Dos 427 crimes contra a pessoa (homícidios, assaltos) registrados neste ano no bairro, a maioria permanece sem solução.

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