Os problemas da Avenida Maringá (Zona Oeste de Londrina) não se limitam à falta de canteiro central e de vagas de estacionamento. A imprudência de alguns motoristas preocupam pedestres e pais de alunos, que frequentam escolas da região.
Em agosto, o padre Carmel Bezzina, 63 anos, morreu em consequência do atropelamento em frente à paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, na Avenida Maringá. A morte do religioso comoveu a cidade. Porém, passados mais de um mês do falecimento, a falta de atenção e a imprudência de motoristas e, porque não dizer também dos pedestres, ainda preocupam os que utilizam a avenida.
Preocupação que levou a direção da Escola Santa Maria, localizada naquela via e com 230 alunos matriculados na Educação Infantil e Ensino Fundamental, a fazer obras para oferecer mais segurança. A direção da escola decidiu ampliar o estacionamento, mudando também o portão de saída de veículos para evitar riscos de acidentes.
''Apesar da reforma que fizemos, a gente sabe que algumas pessoas não se preocupam muito e só pensam em suas vidas, o que faz com que alguns insistam em realizar conversões erradas. Antes, a saída do estacionamento era em cima do sinaleiro. Mudamos o portão para que os pais não tivessem essa dificuldade. Foi um investimento alto e, de repente, as pessoas continuam fazendo errado'', afirma a coordenadora pedagógica da escola, Dirce Aparecida Foletto de Moraes, lamentando que alguns pais estão entre os que desrespeitam a sinalização.
Ela acrescenta que na inauguração da sinalização com a instalação de semáforos em frente a escola, foi feita uma campanha de conscientização entre os alunos. ''A gente verifica muitos pais com filhos não atravessando na faixa, outros cruzando a pista fora da faixa e em diagonal. O que falta para nós é uma contribuição da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU)'', diz a coordenadora pedagógica, reivindicando melhoria na sinalização da avenida, como nova pintura da faixa de pedestres.
Os problemas da avenida aumentam na hora do rush, que coincide com a entrada e saída de alunos das escolas. Muitas crianças também cruzam a Maringá para ir às aulas de catequese na paróquia Nossa Senhora Auxiliadora.
A advogada Márcia Valéria Dias Paiva, 34 anos, tem duas filhas que estudam no Santa Maria. ''Muitos motoristas não respeitam o sinal vermelho. Outros fazem o contorno errado na própria Maringá'', aponta Márcia Valéria, explicando que o correto seria o motorista pegar a Rua João XXIII, entrar na Cornélio Procópio e Fernando de Noronha para retornar à Maringá. ''Na primeiro dia em que fui até a escola, com a instalação dos sinaleiros, fiquei assustada. Faz quatro anos que atravesso ali e antes não tinha problema. Muitos motoristas aproveitam para passar com o sinal aberto para pedestre.''
A dona de casa Anilcia de Souza Soares, 41 anos, também está preocupada com a falta de segurança no trânsito da Maringá. Os filhos de 14 e 10 anos utilizam o transporte de van para ir à escola. ''O meu filho mais velho chega a pedir para ir de bicicleta, mas não deixo. Os motoristas não respeitam a sinalização.''
O diretor de Trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Junior, diz que não existe nenhum projeto de alteração no trânsito da avenida e que a falta de respeito dos motoristas não é exclusividade na Maringá. ''Não temos efetivo e a demanda é grande para termos agentes de trânsito na Maringá, mas está prevista para novembro um trabalho de manutenção na avenida, que há quase um ano não passa por esse serviço.''

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