Imprensa londrinense perde pioneiro
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quarta-feira, 13 de agosto de 2003
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
Morreu na madrugada de ontem, aos 71 anos, o jornalista Carlos da Silva, um dos pioneiros da imprensa em Londrina. Ele sofria de Mal de Parkinson e insuficiência coronária crônica.
Mineiro da cidade de Jacuí, Silva começou sua carreira como jornalista em Londrina na década de 50. Trabalhou como noticiarista nas rádios Londrina e Alvorada, antes de entrar na Folha de Londrina. Ali, fez de tudo um pouco, como recorda o jornalista Walmor Macarini, que foi diretor de redação da Folha. ''Ele tinha uma característica de 'clínico geral'. Era capaz de trabalhar com qualquer coisa'', conta. Suas paixões, dizem os amigos, eram o jornalismo, o programa de rádio ''Voz da América'', os Estados Unidos e as mulheres. ''Era muito galanteador, do tipo que puxava cadeira para as mulheres, mandava flores e elogiava até as namoradas dos amigos'', narra outro contemporâneo de Silva, o jornalista Oswaldo Militão.
Mas foi Aline, uma bailarina russa, que acabou conquistando definitivamente o coração do jornalista mineiro, nos anos 60. Com ela, Silva se mudou para São Paulo, onde trabalhou até como motorista de táxi. Nunca tiveram filhos. O sonho de morar nos EUA, cujo estilo de vida admirava profundamente, também não se concretizou. Mas os amigos garantem que o jornalista frequentador assíduo das rodas boêmias na juventude viveu intensamente e nunca perdeu a elegância. Seu corpo foi enterrado, ontem, junto ao túmulo da esposa, no cemitério Parque das Oliveiras (zona leste).


