O aumento de 7,66% no orçamento geral do município de Londrina para o exercício financeiro de 2002 não virá do aumento de impostos. A afirmação foi feita ontem pelo prefeito Nedson Micheleti (PT), que participou da apresentação oficial da proposta orçamentária do executivo, ontem na Câmara de Vereadores. Segundo o prefeito, o incremento na receita será resultado da eficiência da máquina pública no que diz respeito a cobranças e fiscalizações.

Nedson definiu o orçamento do ano que vem de R$ 449 milhões e 243 mil como realista. ''Ao contrário do que era comum acontecer, não há duplicidade de receita. A normatização prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é muito rígida.'' Também por determinação da LRF, a apresentação da proposta do executivo ao legislativo foi antecipada em um mês.

O prefeito participou da solenidade na Câmara acompanhado do secretário municipal de Fazenda, Paulo Bernardo, e de vários outros secretários. Lideranças que integraram os grupos de discussão do Orçamento Participativo também estiveram presentes.

Do orçamento geral, os maiores investimentos serão feitos em educação, com R$ 62 milhões e 157 mil; e em saúde, com R$ 41 milhões. Pela proposta, a área que receberá maior incremento de recursos será a de assistência social, com R$ 11 milhões e 926 mil. ''Estamos trabalhando para fortalecer cada vez mais os investimentos na área, disse Nedson, lembrando que a responsabilidade pela gestão dos recursos estão sendo repassados para o Conselho de Ação Social.

O maior desafio que administração municipal tem pela frente no próximo ano, na opinião do prefeito, é reduzir as despesas com pessoal para 54% da receita, como prevê a LRF. Atualmente este percentual está em 60%. Entre as carências ainda presentes no orçamento, segundo Nedson, está a quantia destinada a obras e equipamentos. ''Temos R$ 59 milhões para a área, mas para uma cidade do tamanho de Londrina teríamos que ter pelo menos R$ 100 milhões'', avaliou.

Hoje a proposta orçamentária apresentada pelo executivo será despachada para as comissões da Câmara, que terão um prazo de 10 dias para emitir parecer conjunto. Na sequência, a proposta é encaminhada para a pauta de discussões. Depois de aprovada em primeiro turno, poderá receber emendas e deverá ser remetida de volta para o executivo ao final de quatro meses.

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