A professora do curso de Biblioteconomia da UEL e coordenadora dos projetos dos jardins Santa Fé e Franciscato, Sueli Bortolin, afirma que a idéia é que surjam outros espaços comunitários como estes na cidade. Ela defende que as bibliotecas de livros impressos devem vir antes de projetos na área virtual. ''Os livros devem ser a informação primeira, as pessoas precisam ter a chance de manuseá-los, curti-los, para depois ir mais fundo, com a internet. Até porque muita gente ainda não tem computador'', argumenta.
Sueli refuta a idéia reinante de que 'brasileiro não lê'. ''Na verdade, as pessoas não têm chance de ler, o que é diferente. Precisamos dar oportunidades, as pessoas têm que encontrar estes espaços facilmente. Não interessa o que vão ler. O que interessa é promover o encontro com o texto, que pode ser tanto um clássico da literatura como um recorte de jornal. De repente uma pessoa que nunca leu poesia descobre que adora ler versos, e assim por diante'', diz a professora.(S. L.)

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