O juiz de Laranjeiras do Sul, Pedro Henrique Betil, ouviu ontem quatro dos cinco envolvidos na venda de madeira cortada ilegalmente em Rio Bonito do Iguaçu (a 125 km a oeste de Guarapuava). O fiscal do Instituto Ambiental do Paraná, André Barbosa Cordeiro, o presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, Danilo Barbieri; o delegado 'calça curta' Aparecido Alves Bezerra e o madeireiro Silvano Edemar Budeski, presos desde o dia 20 de setembro, negaram todas as acusações.
Barbieri negou que utilizasse o nome da Apae para se beneficiar pessoalmente e o proprietário da madeireira, Silvano Budeski, garantiu desconhecer que a madeira comercializada era de origem ilegal. André Cordeiro e Aparecido Bezerra desmentiram as acusações de prevaricação, corrupção ativa e passiva e apropriação indébita de madeira.
Os quatro acusados e mais o motorista Airton Bogado e o chefe do escritório regional do IAP de Guarapuava, Celso Alves de Araújo, tiveram a prisão preventiva solicitada pelo Ministério Público, sob acusação de furto e receptação de produto roubado, corte, transporte e comercialização de madeira retirada de diversos assentamentos em Rio Bonito do Iguaçu. O motorista é acusado de crime ambiental por transporte ilegal de madeira.
Um habeas-corpus julgado essa semana pelo Tribunal de Justiça libertou os quatro acusados, além do ex-assistente de segurança de Rio Bonito do Iguaçu, Braziliano Ferreira de Melo. O chefe do escritório regional do IAP, Celso Alves de Araújo, e o fiscal do Ibama de Guarapuava, Gil Breve do Prado, que também está sendo procurado, serão intimados por edital e responderão processo a revelia.

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