Implante dentário pode ter custo reduzido
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quarta-feira, 28 de setembro de 2005
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Perder um ou vários dentes não deve mais ser motivo de pânico. Técnicas modernas de implante permitem a colocação de próteses com aparência muito próxima à do dente original e fazem as dentaduras parecerem coisa da pré-história. Embora a técnica ainda apresente um alto custo, em Londrina são oferecidas opções de tratamento a custo reduzido.
É o caso do Centro de Ensino e Pesquisas Odontológicas (Epeo), que oferece cursos de aperfeiçoamento e atualização em várias áreas, entre elas implantodontia. Os pacientes, atendidos pelos profissionais que fazem os cursos, pagam apenas o material utilizado.
O diretor do Centro, Pedro Sperandio, explica que os implantes dentários são feitos com a utilização de pinos de titânio, material que é absorvido pelo organismo (osseointegração) e passa a funcionar como a raiz do novo dente. O tamanho e a largura do parafuso depende da localização da prótese. ''Tecnicamente, é um procedimento simples, que pode ser feito no próprio consultório, após a realização de exames médicos que avaliam o estado de saúde do paciente'', afirma Sperandio.
O dentista esclarece ainda que a duração do tratamento vai de seis meses a dois anos, o que não significa que durante todo este período o paciente tenha que ''viver'' no consultório. ''No período da osseointegração o paciente não precisa visitar o dentista com tanta frequência.'' As próteses colocadas no lugar dos dentes são feitas, na maioria das vezes, em porcelana. ''Há casos em que são tão perfeitas que é preciso olhar muito bem para saber que não são dentes naturais.''
Segundo Sperandio, o tipo de implante mais acessível e de rápida colocação para pacientes que perderam todos os dentes é a sobredentadura, onde a prótese fica presa a apenas alguns pinos. ''É recomendada, por exemplo, àqueles que não se adapta à dentadura tradicional.'' No caso do maxilar inferior são necessários cinco implantes. Já na arcada superior, devem ser quatro pinos para prótese removível e oito para prótese fixa. ''São necessários seis meses para que os implantes feitos na arcada superior unam-se ao osso, e quatro meses para que o mesmo aconteça com os implantes do maxilar inferior'', detalha o dentista.
Sperandio lembra que a implantodontia descoberta por acaso pelo médico sueco Per-Ingvar Branemark (hoje residente no Brasil) em 1955, ao estudar a cicatrização em coelhos não pára de evoluir, e já existe até uma técnica, chamada fixação zigomática, que dispensa o enxerto ósseo. ''Os pinos são fixados na estrutura óssea do crânio. O tempo de tratamento é menor, mas o procedimento deve ser feito em ambiente hospitalar.''
Serviço - Mais informações podem ser obtidas pelo fone (43) 3327-7559 (Epeo). A Universidade Norte do Paraná (Unopar) deve abrir turma de pós-graduação em implantodontia em novembro, quando serão selecionados pacientes para submeter-se ao tratamento a preços reduzidos. Informações pelo fone (43) 3371-7767.


