Implantação de abrigos do SuperBus deve sofrer atraso
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quinta-feira, 04 de maio de 2017
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

O prazo para a instalação de abrigos para o Superbus em Londrina vence em um mês (7 de junho), porém, existe o risco de nem todas serem entregues. O contrato com a empresa responsável prevê a construção de 85 pontos de parada, totalizando 139 módulos. Segundo o secretário municipal de Obras, Fernando Tunouti, houve bastante avanço na instalação em relação a março e abril, quando havia apenas 44 unidades implantadas. Ele, porém, não soube precisar quantos mais foram concluídos desde então. E admitiu a possibilidade de atraso no cronograma, já que será necessário realizar modificações. "O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) está realizando um estudo sobre a mudança de local de alguns que já estavam definidos", apontou.
O presidente do Ippul, Nado Ribeirete, justificou explicando que havia abrigos projetados para serem instalados na frente de um patrimônio tombado, como o palacete da família Garcia, na Avenida Higienópolis;, ou em áreas em que há conversão à direita de carros. "Nesses casos o ônibus precisa parar e os carros que vêm atrás também. Se o objetivo do SuperBus é dar celeridade ao fluxo de veículos, o objetivo acaba se perdendo se esses locais forem mantidos."
Ele apontou que pelo menos sete locais devem ser objeto de estudo para que seja feita a modificação e implantação em um outro espaço.
Outra questão é que o planejamento pode ter sido elaborado sobre uma situação que existia na época e que depois foi modificada. É o caso do ponto de ônibus em frente ao Free Shopping, na Avenida Higienópolis. Como a edificação foi demolida para a construção de um prédio, um novo estudo deve ser feito para esse ponto. No entanto nenhuma dessas modificações foi aprovada. Um dos problemas é que no contrato a empresa responsável já tinha os locais determinados e há a discussão se isso pode ser alterado facilmente.
CRONOGRAMA
Questionado sobre o cronograma e a execução da implantação do SuperBus, Ribeirete falou que o projeto está em andamento seguindo trâmites normais. "Estamos terminando o orçamento da construção do viaduto da Avenida Dez de Dezembro, no entroncamento com a Avenida Leste-Oeste. A construção deve ter início ainda este ano, mas os processos são demorados, mas isso é inerente à questão pública. É uma obra de R$ 20 milhões", aponta.
O presidente do Ippul ressalta que tem participado de reuniões com o pessoal da Caixa Econômica Federal e que ainda existem alguns projetos em fase de conclusão, alguns deles complementares como os de fundação, elétrico e hidráulico de um dos terminais previstos no projeto.
Usuários elogiam conforto e segurança
Os novos abrigos do Superbus são a quarta geração de pontos de ônibus de Londrina. Ao longo dos anos esse tipo de estrutura recebeu melhorias. Na manhã desta quinta-feira (4), na área central, uma empresa instalava postes de concreto ao lado dos novos abrigos de ônibus para dotar a estrutura com iluminação e rede Wi-Fi. Para o comerciante Yukio Sato, que possui uma loja em frente a um desses pontos, os antigos abrigos estavam muito velhos. "Com o Wi-Fi e a iluminação vai dar muito mais conforto ao usuário. Já andei muito de ônibus. No começo não tinha proteção nenhuma. Era só um pedaço de madeira sinalizando onde ficava o ponto de ônibus", destaca.
O técnico ambiental Luiz Henrique Lopes é paulistano e se lembra do dia em que chegou a Londrina e percebeu que os pontos de alguns locais não possuíam pisos ou não tinham cobertura. "Eram precários. Agora, eles ganharam calçamento, piso tátil e bancos. Quando a iluminação for implantada vai ajudar muito, porque muita pessoas trabalham até tarde e ficam sozinhas no ponto de ônibus", ressalta.
Durante a forte chuva que caiu pela manhã, o atendente de farmácia Odair José Jungo se abrigava sob uma dessas coberturas, na Avenida Higienópolis, próximo ao Colégio Vicente Rijo. Ele se sentiu protegido da chuva, já que os novos pontos possuem proteção lateral e na parte de trás. "Os novos pontos estão melhorando. São mais compridos, têm mais cobertura. Se implantarem iluminação e o Wi-Fi vai me ajudar muito. Eu trabalho também com produtos naturais e utilizo muito Wi-Fi", destaca.
Infelizmente os novos pontos já têm sido alvos de pichações e depredações, como um danificado a pedradas, na Avenida Francisco Gabriel Arruda (zona norte). Para o técnico ambiental, é preciso mostrar os custos para arrumar isso e de onde sai o dinheiro para fazer toda essa manutenção. "Se não houvesse vandalismo, talvez o valor das passagens pudesse ser mais baixos", afirma. (V.O.)


