Arquivo particularLocal da tragédiaFoto tirada pelo pai da menina Marceli de Oliveira logo após o acidente. Ele não sabia que a filha havia sido atropeladaFalha mecânica e, também, imperícia do motorista. Esta é a conclusão dos testes estáticos e dinâmicos realizados pelo Instituto de Criminalística (IC) na pá-carregadeira que atropelou e matou Marceli Ribeiro Santos de Oliveira, 9 anos. O acidente aconteceu no último dia 24, na avenida Winston Churchill, perto do Morro da Formiga (zona norte).
O laudo da polícia técnica só deverá chegar às mãos do delegado de Trânsito, Valter Martins Lemos, no final da próxima semana. ‘‘Os resultados estão prontos mas vamos ter que esperar pelas fotos e outros materiais para elaborar o laudo’’, diz o chefe do setor de engenharia legal do IC, Luciano Bucharles. Testes mostraram que a pá-carregadeira que atropelou a menina ficou sem freios - faltava uma peça - acusando falta de manutenção correta.
A polícia técnica entrou em contato com o fabricante da pá-carregadeira para obter maiores informações sobre o veículo. Concluiu que, mesmo sem freios, o motorista poderia ter parado a pá-carregadeira se tivesse optado pela reversão do motor (engatado a ré). Por falta de conhecimento da alternativa, o motorista teria deixado o motor morrer, perdendo definitivamente o controle da pá-carregadeira. Todo o sistema do veículo trava quando o motor desliga.
Marceli estava no ponto de ônibus da avenida Winston Churchill, na calçada da pista bairro-centro, quando foi atropelada pela pá-carregadeira que presta serviços para a empresa de Terraplanagem JB. O motorista, Claudenir Bortoli, 28 anos, perdeu o controle do veículo quando se dirigia à zona norte. A pá-carregadeira atravessou o canteiro central, derrubou o ponto de ônibus e parte do muro de uma casa.
Havia outras pessoas no ponto de ônibus, mas somente Marceli não conseguiu fugir. Sem saber que a filha estava no local, o pai da menina, Raimundo Nascimento de Oliveira, acompanhou e fotografou o acidente.
Armas Foi preso ontem Roberto Valentin de Farias, 19 anos, que confessou ter participado no dia 16 de setembro do roubo na casa Stoco, localizada na avenida Leste-Oeste, 1.434. Na ocasião foram levadas duas pistolas 7.65 e seis revólveres calibres 38 que estavam em uma caixa. Na polícia, Farias disse que ficou em uma motocicleta na frente da loja, enquanto Juliander Dias Melo fazia o assalto. Juliander foi preso há três semanas quando estava em frente a agência do Banestado, no jaridm Bandeirantes. Ele nega ter participado do roubo. As armas roubadas não foram localizadas.

mockup