Impasse sobre fechamento de vielas
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Alguns moradores querem que as vielas existentes em Londrina permaneçam abertas, outros que fechem de vez. Os defensores da primeira alternativa apontam que a distância enorme que os pedestres terão que percorrem sem a via alternativa. Já os favoráveis ao fechamento afirmam que esses espaços se tornaram um território livre para o tráfico de drogas, refúgio para assaltantes e um local para descarte de lixo e ponto de prostituição.
Os moradores do Jardim São Francisco de Assis (zona oeste), por exemplo, estão realizando um abaixo-assinado para que a antiga viela que ligava a Rua Antimônio com a Rua do Aço volte a ser aberta. Para eles, o bairro é tranquilo e não há registros de assaltos, tráfico de drogas ou prostituição. A lei prevendo a doação do espaço para a Escola Estadual Professora Déa Alvarenga foi assinada em setembro de 2007 e determinava que a instituição executasse obras de ampliação em 24 meses. Caso contrário, a doação seria revertida automaticamente para a prefeitura. Como a ampliação não foi realizada, a doação foi cancelada. Em outubro de 2010 foi assinada outra lei doando o espaço novamente para a ampliação, mas as obras mais uma vez não foram executadas no prazo.
Mesmo com o prazo estourado, a viela foi fechada com tapumes há um mês e a escola passou a construir dois laboratórios. Os moradores reclamam da ilegalidade da posse da viela pela escola.
"Já estamos recolhendo as assinaturas para que nós tenhamos a viela de volta", afirmou o prensista aposentado Alberto Martins de Gouveia. Ele destaca que o fechamento aumenta em cerca de 500 metros o percurso para quem precisa ir à igreja ou mesmo à padaria. Outros moradores da região ouvidos pela reportagem expressaram insatisfação semelhante, alegando entre os motivos o grande número de idosos e a existência de cadeirantes no bairro.
O assessor administrativo do Núcleo Regional de Educação (NRE), José Carlos Rodrigues, afirmou que a ampliação da escola foi um pedido dos pais dos alunos. "O Ministério da Educação exige que o Ensino Médio tenha laboratórios e a única maneira de construir eles era com esse terreno da viela. Se eles quiserem a viela, interrompemos a obra e acabamos com o Ensino Médio", apontou.
O secretário municipal de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, afirmou que a decisão já foi tomada. "A escola realizou reuniões com pais de alunos e todos concordaram com a doação para realizar a ampliação. A escola não está fora do prazo, porque o projeto de ampliação começou a ser realizado depois da doação."
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