Um impasse com a Prefeitura de Curitiba coloca em risco a continuidade do desafio do radialista e mágico Luciano Pasquali de ficar 72 dias sem comer, isolado em uma cabine instalada a oito metros de altura na Boca Maldita, no centro da Capital. A Secretaria Urbanismo notificou as empresas patrocinadoras para que retirassem o material publicitário, proibido em logradouros públicos.
Pasquali completou ontem 34 dias do projeto ''72 dias de Sonhos ou Pesadelos?'', com o qual pretende entrar para o Guiness Book, o Livro dos Recordes. Mas, sem patrocínio, disse que não sabe se vai conseguir conclui-lo. Com a retirada da propaganda, os dois principais patrocinadores estão desistindo do apoio. Um deles fornecia água mineral - único coisa que o mágico vinha ingerindo - e o outro foi quem montou a estrutura metálica e a cabine onde ele está.
Pasquali deixou de beber água na quinta-feira e ontem já sentia os efeitos da desidratação. ''Estou me sentindo muito fraco, mas sou brasileiro e não desisto nunca'', declarou. Hoje ele pretende iniciar campanha para tentar arrecadar dinheiro junto à população para cobrir os gastos da locação da estrutura metálica (R$ 6 mil) e da cabine (R$ 5 mil).
O diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria de Urbanismo, José Luiz de Mello Filippetto, explicou que Pasquali tem autorização, apenas, para uso do solo. A instalação de publicidade dependeria de formalização do pedido ao Conselho Municipal de Urbanismo.

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