Impasse mantém a rodoviária sem uso
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quarta-feira, 22 de agosto de 2001
Sid Sauer<BR>De Campo Mourão 
As empresas de ônibus intermunicipais e a administradora da nova rodoviária de Campo Mourão, a Aterfi, de Foz do Iguaçu, ainda não chegaram a um acordo para o início de operação do terminal. O funcionamento, já adiado duas vezes, depende agora de um acerto sobre a forma de cobrança da taxa de embarque.
''A situação está enrolada'', admitiu o vice-prefeito de Campo Mourão, Getúlio Ferrari Júnior (PPS), que intermediou anteontem uma reunião de quatro horas entre empresas de ônibus e a administradora. ''Está difícil. Isso deveria ser acertado entre as empresas.'' Ferrari Júnior já teme que a nova rodoviária não comece a funcionar nesta segunda-feira, como está previsto.
O impasse, desta vez, ocorre porque a Aterfi, que venceu a concorrência para administrar a rodoviária até 2021, quer incluir no contrato de locação dos guichês a obrigação das empresas de ônibus em cobrar a tarifa de embarque. As empresas, por sua vez, não querem que isso seja considerado obrigatório. ''Estamos pronto para irmos à rodoviária nova. Só depende da administradora'', disse o diretor do Expresso Nordeste, José Boiko.
O dono da Aterfi, Nélson Cunha Júnior, informou ontem que está estudando a possibilidade de criar um balcão para fazer a cobrança separada da taxa de embarque. ''Mas isso será ruim para o usuário''. Ele disse que está ''chateado'' pelos prejuízos e que não vai permitir que as empresas entrem na rodoviária sem assinar o contrato de locação.
Este é o segundo impasse entre as empresas de ônibus e a Aterfi em menos de um mês. O primeiro adiou do dia 1º para o dia 20 o início do funcionamento da nova rodoviária porque não houve acordo nos preços de locação dos boxes de venda de passagens. O segundo já adiou a operação do terminal para o dia 27.
A nova rodoviária de Campo Mourão foi financiada pelo programa Paraná Urbano e custou R$ 2,1 milhões. Ela está pronta desde junho do ano passado.


