Sarandi Proprietários de lotes do Novo Bertioga, na zona sul de Sarandi, município vizinho de Maringá, reclamam que mesmo pagando o IPTU e a taxa de iluminação pública, estão proibidos pela prefeitura de construir as casas no bairro. A prefeitura alega irregularidades da loteadora que teria comercializado terrenos de fundo de vale. Já os proprietários afirmam que o contrato de compra e venda exige a distância mínima de construção em 30 metros do ribeirão prevista em lei ambiental.
Segundo o vice-presidente da Associação do Novo Bertioga, Carlos Klichowski, há mais de um ano existe o impasse sem que nenhuma autoridade da prefeitura receba os proprietários para uma reunião. ''Eles (prefeito e secretários municipais) nos tratam como alienígenas e não nos recebem'', reclamou. Ele disse que o bairro é um loteamento popular e a posição do município impede as famílias carentes de iniciarem a construção da casa própria. ''A prefeitura vai contra a própria política do Estado de incentivo à construção de moradias populares'', observou.
Conforme Klichowski, o pior problema provocado pelo impasse está no furto de quase todos os cabos de alta e baixa tensão de energia elétrica, além do equipamento padrão da Copel, da bomba do poço artesiano e até das mudas de árvores. ''O local está abandonado e os ladrões já levaram quase tudo sem nenhuma providência das autoridades'', afirmou.
Klichowski disse que os proprietários também não conseguiram ainda um parecer do Ministério Público, ponto de partida para o ingresso de ação judicial. A Folha procurou o prefeito Cido Spada (PT), mas os funcionários de gabinete informaram que ele está viajando. A Procuradoria Jurídica da prefeitura também foi procurada, mas não quis se manifestar sobre o assunto.

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